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Bicampeã: Espanha vence Argentina com gol na prorrogação e conquista a Copa do Mundo de 2026

Publicado 19/07/2026 • 19:06 | Atualizado há 20 horas

KEY POINTS

  • Neste domingo (19), foi decidida a nova seleção campeã da Copa do Mundo da FIFA 2026.
  • A Espanha ganhou o torneio. A seleção agora possui 2 estrelas.
  • O placar no jogo foi decidido na prorrogação, com 1 a 0 para a Espanha.

ANGELA WEISS / AFP

Nas redes sociais, a seleção campeã conquistou o apoio de torcedores graças à condenação do governo espanhol às ações de Israel em Gaza.

Foi preciso esperar até o minuto 106 para que o silêncio do MetLife Stadium se rompesse. Mais de cem minutos de pressão espanhola, mais de vinte finalizações, um gol anulado e a resistência obstinada do goleiro argentino Emiliano Martínez formaram o cenário que antecedeu a glória. Quando a bola finalmente cruzou a linha, após chute de Ferran Torres, os 50 milhões de espanhóis mais alguns milhões de simpatizantes finalmente puderam comemorar.

A Espanha foi a campeã da Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina, com um gol solitário de Ferran Torres, que entrou no segundo tempo no lugar de Oyarzabal e se tornou o nome escolhido para escrever o capítulo final.

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O atacante do Barcelona aproveitou o desvio de cabeça de Nico Williams, que havia recebido cruzamento de Pedro Porro, e mandou a bola para o fundo da rede sem chance de defesa para o goleiro argentino.

O placar de 1 a 0 devolveu à Espanha o título que havia conquistado pela última vez em 2010, na África do Sul, também contra um adversário que resistiu bravamente até o fim, os Países Baixos, também decidido na prorrogação.

Dezesseis anos separam as duas conquistas, tempo suficiente para que uma geração inteira de jogadores espanhóis nascesse, crescesse e amadurecesse sob a sombra de um título que parecia distante.

Para a Argentina, o resultado interrompeu o sonho de repetir o feito alcançado apenas pelo Brasil de 1958 e 1962, o de conquistar dois mundiais consecutivos. A seleção albiceleste, que havia vencido a França nos pênaltis em 2022 após um empate em 3 a 3, chega a esta edição como a vice-campeã, e amplia para quatro o total de vices na história, ao lado dos títulos conquistados em 1978, na própria Argentina, e em 1986, no México.

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Como foi o jogo

A partida teve o roteiro de ataque contra defesa. A Espanha dominou por completo o tempo normal, sem conseguir transformar a superioridade em gols, enquanto a Argentina não finalizou. No fim do tempo regulamentar, o placar de chutes a gol era de 20 para a Espanha e 0 para Argentina.

A tensão aumentou aos 90 minutos, quando o volante Enzo Fernández, do Chelsea, recebeu o segundo cartão amarelo após entrada dura em Pau Cubarsí e deixou os argentinos com um jogador a menos para o restante da decisão.

Mesmo com a vantagem numérica, a Espanha esbarrou durante boa parte do confronto na atuação inspirada de Emiliano Martínez, o Dibu, herói da campanha de 2022.

Lionel Messi, aos 39 anos, disputou sua terceira final de Copa do Mundo, tornando-se apenas o segundo jogador na história a alcançar essa marca, atrás de Cafu. Mesmo com a experiência do camisa 10, a Argentina não conseguiu criar chances claras diante da retranca improvisada que se viu obrigada a montar após a expulsão.

Os números da partida confirmam o domínio espanhol. A Espanha finalizou vinte e duas vezes, contra apenas três da Argentina, e acertou doze delas no alvo, enquanto os argentinos não conseguiram nenhum chute certeiro. A posse de bola ficou em 68% a 32%, com 803 passes trocados pelos espanhóis contra 445 dos rivais, e precisão de 90% a 78%. A Espanha ainda somou nove escanteios contra quatro da Argentina, e não recebeu nenhum cartão, enquanto os argentinos acumularam cinco amarelos e a expulsão de Fernández.

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A trajetória até o título

A campanha espanhola começou de forma modesta, com um empate contra Cabo Verde na fase de grupos, mas foi ganhando corpo ao longo do torneio até culminar na eliminação da favorita França nas semifinais. Lamine Yamal, um dos destaques da equipe, superou uma lesão na coxa para estar em campo na decisão. A conquista consolida o ciclo iniciado pela Espanha na Eurocopa de 2024, também vencida pela equipe comandada por Luis de la Fuente.

Premiação recorde

Além do troféu, a Espanha garante uma bonificação financeira histórica. A Fifa distribuirá um total recorde de US$ 871 milhões entre as 48 seleções participantes, valor que inclui mais de US$ 100 milhões acrescentados em abril, após pressão de federações europeias que reclamavam dos custos de logística em um torneio disputado simultaneamente nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

A campeã receberá US$ 51 milhões, o equivalente a cerca de R$ 260 milhões, valor superior aos US$ 42 milhões pagos à Argentina após o título de 2022, no Catar. A vice-campeã argentina, por sua vez, ficará com US$ 34 milhões nesta edição. O terceiro colocado, Inglaterra, recebe US$ 30 milhões, e o quarto, França, US$ 28 milhões.

Apesar do valor recorde, a quantia paga à campeã ainda fica abaixo da premiação entregue ao Chelsea pelo título do Mundial de Clubes de 2025, de US$ 115 milhões, e é inferior, inclusive, ao valor gasto pelo Brighton para contratar o zagueiro croata Luka Vušković, de apenas 19 anos, na última terça-feira.

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Anéis de campeã, uma novidade

Pela primeira vez em uma competição oficial da Fifa, a entidade decidiu presentear os campeões com anéis comemorativos, inspirando-se na tradição dos esportes norte-americanos. Serão produzidos ao todo 2.026 anéis, número que remete ao ano da disputa.

Apenas 30 unidades serão entregues a jogadores e integrantes da comissão técnica espanhola, enquanto as 1.996 peças restantes serão comercializadas pela Fifa como item oficial para torcedores e colecionadores, ainda sem preço divulgado.

A taça e os bastidores

O troféu que a Espanha ergueu no MetLife Stadium é uma réplica banhada a ouro. O original permanece sob guarda da Fifa, uma regra que se mantém desde edições anteriores. A entidade também arcou com passagens aéreas em classe executiva, hospedagem e alimentação para até 50 integrantes de cada delegação, além de uma frota de veículos exclusiva, incluindo caminhão para transporte de equipamentos.

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A cerimônia de encerramento reuniu ainda atrações musicais como BTS, Madonna e Justin Bieber, além da presença do ator Tom Cruise, que discursou no estádio pouco antes da decisão, num torneio que se consolidou como o maior da história, com 48 seleções e mais de 300 gols contabilizados até a rodada final.

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