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Cuiabá quita dívida de R$ 5,5 milhões com ex-técnico e encerra transfer ban da FIFA

Publicado 15/10/2026 • 19:02 | Atualizado há 11 minutos

KEY POINTS

  • O Cuiabá anunciou uma medida importante para regularizar sua situação financeira e esportiva.
  • O clube voltou a cobrar valores pendentes referentes a negociações no mercado do futebol brasileiro.
  • A diretoria também se posicionou sobre as regras contratuais e a fiscalização financeira no futebol nacional.

Asscom Dourado

O Cuiabá anunciou nesta quinta-feira a quitação de uma dívida de aproximadamente R$ 5,5 milhões com o técnico português Petit e sua comissão técnica. O pagamento, referente a uma condenação imposta pela Fifa, encerrou a punição que impedia o clube de registrar novos jogadores. Na mesma manifestação, o Dourado voltou a cobrar cerca de R$ 45 milhões que afirma ter a receber de outras equipes do futebol brasileiro.

De acordo com o clube, o débito foi quitado com recursos próprios e provocou um impacto significativo nas finanças previstas para 2026. A diretoria destacou que o valor poderia ser utilizado em investimentos no elenco profissional, nas categorias de base e na infraestrutura da instituição.

A cobrança tem origem na saída de Petit do comando técnico do Cuiabá, em agosto de 2024. O treinador português deixou a equipe após uma reunião com a diretoria, embora seu contrato tivesse validade até 31 de dezembro de 2025.

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O clube afirma que não se opõe ao cumprimento das decisões judiciais e desportivas, mas defende mudanças nas regras aplicadas à rescisão antecipada de contratos de treinadores. Segundo a diretoria, a legislação desportiva brasileira prevê o pagamento integral dos salários restantes do vínculo, independentemente do período em que o profissional trabalhou ou das circunstâncias que motivaram o encerramento do contrato.

Na avaliação do Cuiabá, esse modelo pode resultar em compromissos financeiros elevados e prejudicar o planejamento orçamentário das equipes. Por isso, a instituição defende que o tema seja debatido com as entidades responsáveis pela regulamentação do futebol.

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Além de comunicar a regularização da pendência com Petit, o Dourado voltou a pressionar por providências para receber aproximadamente R$ 45 milhões referentes a negociações de atletas que, segundo o clube, ainda não foram integralmente pagas.

Entre as operações mencionadas estão a transferência do volante Raniele para o Corinthians, a negociação do zagueiro Joaquim Henrique com o Santos — que posteriormente vendeu o jogador ao Tigres, do México — e a transação envolvendo o meia Pepê e o Grêmio. O comunicado, entretanto, não apresenta a composição detalhada do montante cobrado nem discrimina os valores que estariam pendentes em cada negociação.

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O Cuiabá também questionou a aplicação das regras de fair play financeiro no futebol brasileiro. A diretoria cobrou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dos órgãos de controle uma atuação rigorosa na fiscalização das dívidas entre clubes, defendendo maior coerência na exigência do cumprimento das obrigações financeiras.

Ao final da nota, o Dourado ressaltou que cumpriu a determinação da Fifa e que pretende manter o foco nas competições, no desenvolvimento de jogadores e na organização do planejamento esportivo.

Com o pagamento da dívida de R$ 5,5 milhões, o clube encerra o transfer ban relacionado ao caso Petit. Paralelamente, a cobrança dos valores pendentes de outras equipes segue como uma questão relevante para o equilíbrio financeiro da instituição.

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