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Inteligência artificial gera R$ 11 milhões em receitas para o Vasco e automatiza atendimento no futebol
Publicado 15/10/2026 • 14:25 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 15/10/2026 • 14:25 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
A inteligência artificial está abrindo novas oportunidades de negócios para clubes de futebol, com aplicações que vão do atendimento ao torcedor à venda de produtos e à ativação de patrocinadores. No Vasco, a tecnologia gerou R$ 11 milhões em receitas durante a final da Copa do Brasil de 2025, contra o Corinthians, segundo Henrique Borges, fundador da Somos Young, em entrevista ao Times Brasil | CNBC Sports.
De acordo com o executivo, 60% dessa receita foi gerada automaticamente, sem intervenção humana. No Corinthians, a inteligência artificial já resolve entre 60% e 75% das demandas de atendimento, incluindo dúvidas sobre horários da arena, estacionamento e procedimentos relacionados aos planos de sócio-torcedor.
Para Borges, a tecnologia permite que os clubes atendam mais pessoas, reduzam custos operacionais e aproveitem oportunidades comerciais no momento em que o torcedor está mais engajado com a equipe.
A aplicação da inteligência artificial no atendimento esportivo representa uma mudança em relação aos chatbots tradicionais, que frequentemente frustravam os usuários por não resolverem suas solicitações. Segundo Borges, a tecnologia atual consegue conduzir conversas e executar tarefas que antes dependiam de funcionários.
No Corinthians, a automação pode atender desde perguntas simples até solicitações mais complexas, como alterações de planos e cadastro de dependentes. Segundo o executivo, parte das demandas continua sendo encaminhada a profissionais por decisão do próprio clube, seja por questões de segurança, seja pela estratégia de retenção de sócios.
Um exemplo é o cancelamento de planos de sócio-torcedor, que pode ser direcionado a um atendente humano para tentar preservar o vínculo com o clube.
Borges afirma que a percepção dos usuários também mudou. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa em alguns clubes, 97% dos torcedores não percebem que estão conversando com uma máquina, resultado que ele atribui à evolução da capacidade conversacional da inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCAlém de agilizar o atendimento, a inteligência artificial pode contribuir diretamente para o desempenho financeiro das equipes. A tecnologia permite identificar oportunidades de venda de produtos licenciados, oferecer serviços personalizados e conectar marcas aos torcedores de acordo com seus interesses e comportamentos.
Um torcedor que já comprou a camisa principal de um clube, por exemplo, pode receber uma oferta da segunda camisa. A mesma lógica pode ser aplicada a ingressos, planos familiares e outros produtos relacionados à experiência esportiva.
Segundo Borges, a automação também reduz a dependência de grandes equipes de atendimento, especialmente em períodos de alta demanda, como semifinais e finais de competições. No futebol, o volume de solicitações pode variar significativamente conforme os resultados esportivos, tornando difícil dimensionar equipes humanas para todos os momentos da temporada.
A inteligência artificial também abre novas possibilidades para as marcas que investem no esporte. Por meio de canais como o WhatsApp, patrocinadores podem apresentar ofertas alinhadas ao momento da jornada do torcedor, como produtos durante a compra de ingressos ou experiências associadas a planos de sócio.
Borges cita iniciativas com montadoras que utilizam o relacionamento com os torcedores para oferecer test drives. A proposta é transformar o patrocínio em uma oportunidade de interação e geração de negócios, em vez de limitar a parceria à exposição da marca em uniformes, estádios e campanhas publicitárias.
Na avaliação do executivo, a adoção da inteligência artificial pelos clubes deve avançar nos próximos anos, impulsionada pela evolução dos recursos de voz e conversação e pela necessidade de melhorar a eficiência operacional.
Com isso, a tecnologia tende a ganhar espaço não apenas no atendimento, mas também nas estratégias comerciais, no relacionamento com patrocinadores e na geração de receitas do esporte.
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