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Analistas projetam Bolsa próxima de 200 mil pontos no ano que vem
Publicado 07/12/2025 • 19:30 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 07/12/2025 • 19:30 | Atualizado há 7 meses
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Reprodução B3
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O Ibovespa, que superou os 164 mil pontos pela primeira vez na história na quinta-feira passada, dia (4), pode se aproximar dos 200 mil pontos em 2026, segundo analistas. Para eles, o índice caminharia para os 300 mil caso houvesse um ajuste nas contas do governo.
Conforme analistas os investidores tendem a comprar ações do Brasil porque há percepção de que alguns ativos na Bolsa oferecem oportunidades de valorização. Parte dessa expectativa está vinculada ao afrouxamento da política monetária dos Estados Unidos – iniciado em setembro e que aumenta a busca por ativos de maior risco e retorno – e à perspectiva de que o ciclo de corte na taxa Selic deve começar no início de 2026, reduzindo o apelo da renda fixa doméstica.
Na Monte Bravo, o estrategista-chefe Alexandre Mathias estima que o Ibovespa alcançará 180 mil pontos até julho. “O número para o final do ano é 225 mil pontos, supondo que o candidato vitorioso na eleição sinalize um ajuste fiscal”, diz, acrescentando que o nome do vencedor nas urnas é um fator secundário.
“Não estamos definindo em termos de governo, pessoas ou partidos mas sim de postura fiscal”, afirma, acrescentando que, se forem adotadas medidas confiáveis para equilibrar as contas públicas, o Ibovespa pode chegar a 300 mil pontos em 2027.
Na sexta-feira, o mercado reagiu mal à escolha, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do filho Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é de que ele teria menos chances de vencer o atual presidente.
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Para Cesar Mikail, gestor de renda variável da Western Asset, uma alternativa política comprometida com uma mudança de rumo na condução da política fiscal a partir de 2027 ajudaria a colocar e firmar o Ibovespa em um patamar inédito. Ainda assim, o rali de fim de ano parece ter tornado factível, e não tão distante, a faixa dos 200 mil pontos para o índice, diz o gestor.
Nesta ano, a Bolsa havia subido até sexta-feira 30,83%. Neste mês, a alta é de 2,16%.
Em relatório recente, o JPMorgan observou que 2026 tende a ser favorável a alocações em emergentes, mas no Brasil “o resultado da eleição importa”.
O banco aplica recomendação overweight (equivalente à compra) ao mercado de ações brasileiro e espera que o Ibovespa chegue a 190 mil pontos, mas indica que o cenário será “muito binário”.
“Um ambiente de taxas de juros mais baixas não irá durar muito se a política fiscal, a partir de 2027, não representar uma completa ruptura com relação ao que ocorreu nos últimos três anos”, avalia o banco.
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