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Investimentos

Bitcoin amplia queda e se aproxima de US$ 90 mil no início da semana

Publicado 13/01/2025 • 12:26 | Atualizado há 1 ano

KEY POINTS

  • O Bitcoin caiu brevemente abaixo de US$ 90 mil nesta segunda-feira (13), ampliando sua desvalorização, enquanto investidores continuam a vender ativos de crescimento, como criptomoedas e ações de tecnologia.
  • O Ethereum, segunda maior criptomoeda do mercado, perdeu 7% apenas nesta segunda-feira, enquanto o mercado cripto mais amplo, medido pelo índice CoinDesk 20, caiu mais de 5%.
  • Especialistas atribuem a queda à busca por liquidez, influenciada pelo fortalecimento do dólar e pela alta nos mercados acionários.
Bitcoin.

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Bitcoin

O Bitcoin caiu brevemente abaixo de US$ 90 mil nesta segunda-feira (13), ampliando sua desvalorização, enquanto investidores continuam a vender ativos de crescimento, como criptomoedas e ações de tecnologia.

De acordo com dados da Coin Metrics, a principal criptomoeda recuava 3%, sendo negociada a US$ 91.358,66. Mais cedo, o ativo atingiu a mínima de US$ 89.259,00. Nos últimos sete dias, o Bitcoin acumula uma desvalorização de 10%.

Mercado em baixa

O Ethereum, segunda maior criptomoeda do mercado, perdeu 7% apenas nesta segunda-feira, enquanto o mercado cripto mais amplo, medido pelo índice CoinDesk 20, caiu mais de 5%.

Empresas relacionadas ao setor também apresentaram retrações em suas ações:

  • Coinbase: queda de 4%;
  • MicroStrategy: queda de 3%;
  • Mara Holdings: queda de 4%;
  • Core Scientific: queda de 2%.

A queda nos ativos digitais começou na semana passada, após a divulgação de dados robustos de emprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas e impulsionaram os rendimentos dos títulos públicos.

A alta nos rendimentos, combinada com preocupações sobre as políticas tarifárias do presidente eleito Donald Trump, fortaleceu o dólar e exerceu pressão sobre o Bitcoin e outros ativos de risco.

Liquidez e dólar forte

James Davies, cofundador e CEO da plataforma de negociação Crypto Valley Exchange, atribuiu a queda à busca por liquidez, influenciada pelo fortalecimento do dólar e pela alta nos mercados acionários.

“A necessidade de liquidez é provocada por picos no câmbio devido aos fortes números da economia dos EUA no final do ano, além do rali das bolsas. Há outros lugares onde o dinheiro é necessário no curto prazo”, explicou Davies.

O CEO ressaltou que, para o Bitcoin ser considerado uma moeda, é preciso aceitar quando ele se comporta como tal. “O dólar está mais forte, e tudo, incluindo o Bitcoin, fica mais fraco quando medido em dólares.”

Bitcoin: início turbulento para 2025

O otimismo marcou a entrada de 2025, com os mercados apostando em um Congresso e uma Casa Branca favoráveis ao setor cripto. Até a semana passada, esse cenário positivo superava as preocupações com desafios macroeconômicos. Contudo, analistas alertam que o primeiro trimestre do ano pode ser mais turbulento para o mercado de criptomoedas do que o esperado.

Em 2024, o Bitcoin valorizou 120%, mas já acumula uma queda de 3% nos primeiros dias de 2025.

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