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Bolsas da Ásia fecham sem direção única, após Trump descartar adiamento de prazo para tarifas
Publicado 09/07/2025 • 07:02 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/07/2025 • 07:02 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Eugene Hoshiko/AP/Estadão Conteúdo
Pedestres passam diante de um painel eletrônico de ações exibindo o índice Nikkei do Japão em uma corretora de valores mobiliários na capital Tóquio, nesta sexta-feira, 20 de junho de 2025, em Tóquio.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (9), enquanto investidores seguem digerindo o noticiário sobre as tarifas do governo Trump.
O índice japonês Nikkei subiu 0,33% em Tóquio, a 39.821,28 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,60% em Seul, a 3.133,74 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,74% em Taiwan, a 22.527,01 pontos.
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Por outro lado, o Hang Seng caiu 1,06% em Hong Kong, a 23.892,32 pontos, pressionado por ações de tecnologia. Mas a Lens Technology, fornecedora da Apple que estreou hoje em Hong Kong após um IPO que atraiu o equivalente a quase US$ 610 milhões, saltou mais de 9%.
Na China continental, o dia foi de leves perdas, de 0,13% do Xangai Composto, a 3.493,05 pontos, e de 0,04% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.101,60 pontos.
Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, descartou a possibilidade de estender novamente o prazo para as chamadas tarifas “recíprocas”, que entram em vigor no dia 1º de agosto, caso os países envolvidos não fechem acordos comerciais com Washington.
Trump também anunciou uma tarifa de 50% para importações de cobre e sinalizou que outras tarifas para setores específicos serão reveladas em breve. Além disso, ameaçou impor tarifas de até 200% a produtos farmacêuticos “em um ano ou um ano e meio”.
Já o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que a Casa Branca deve intensificar o diálogo com a China sobre o comércio bilateral no começo do mês que vem. “Estamos em posição muito boa”, afirmou, em entrevista à CNBC.
No noticiário macroeconômico, dados mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI) chinês teve alta anual de 0,1% em junho, contrariando previsão de estabilidade e interrompendo uma sequência de quatro meses de deflação.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho hoje, com queda de 0,61% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.538,60 pontos.
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