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Bolsas da Europa encerram sessão com predominância de perdas após tensões no Oriente Médio

Publicado 15/07/2026 • 15:36 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Bolsas europeias fecharam sem direção única, com maioria dos índices em queda diante das tensões no Oriente Médio e da cautela dos investidores.
  • Inflação mais moderada nos EUA trouxe alívio parcial aos mercados, enquanto BCE e Fed seguem monitorando preços e juros.
  • Resultados corporativos movimentaram ações, com alta no setor de luxo após balanços positivos e perdas entre fabricantes de semicondutores.
Bolsas da Ásia.

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Bolsas de Nova York

As bolsas europeias encerraram, em sua maioria, o pregão desta quarta-feira (15), em queda em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio, fator que reforçou a cautela dos investidores. A divulgação de uma inflação mais moderada nos Estados Unidos reduziu parte da pressão sobre os mercados, embora não tenha sido suficiente para alterar o tom negativo da sessão.

No cenário corporativo, a divulgação de resultado financeiros provocou oscilações expressivas, especialmente entre as empresas do setor de luxo.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,13%, aos 10.515,92 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,51%, para 25.018,81 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, perdeu 0,85%, aos 52.411,25 pontos. O Ibex 35, de Madri, encerrou com baixa de 0,43%, aos 19.272,50 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, recuou 0,46%, aos 9.084,95 pontos. Na contramão, o CAC 40, de Paris, avançou 0,19%, aos 8.382,43 pontos. Os números são preliminares.

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No campo macroeconômico, a Capital Economics avaliou que o resultado mais fraco do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos amplia o período disponível para que o Federal Reserve (Fed) avalie os efeitos das tarifas antes de decidir por eventuais mudanças nas taxas de juro. Na Europa, integrantes do Banco Central Europeu (BCE) afirmaram que continuam a monitorar os impactos da alta dos preços do petróleo sobre a inflação e reforçaram que a instituição está pronta para agir, se necessário.

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Também nesta quarta-feira, a produção industrial da zona do euro caiu 0,2% em maio, na comparação com abril, resultado inferior à expectativa do mercado, que previa crescimento de 0,2%.

Entre as empresas, a ASML, anunciou uma nova revisão para cima de sua projeção de vendas para o ano. Apesar da forte valorização registrada durante o pregão, os papéis perderam fôlego e terminaram o dia em queda de 0,5%. No segmento de semicondutores, a Infineon recuou cerca de 5,7% enquanto a STMicroelectronics caiu aproximadamente 4,6%, em linha com o desempenho negativo dos fabricantes de chips em Wall Street.

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No setor de luxo, a Richemont foi o principal destaque após divulgar vendas trimestrais acima das expectativas. As ações da companhia avançaram 6,6% e impulsionaram outras empresas do segmento. A LVHM subiu 2%, a Hermès ganhou 2,4%, a Kering avançou 3,5% e a Burberry registrou alta de 1,6%.

Entre as mineradoras, a Rio Tinto perdeu 1,5%, apesar de informar aumento dos embarques de minério de ferro no segundo trimestre. Já a Antofagasta manteve sua projeção para 2026, mas encerrou a sessão em queda de 2,7% nas ações.

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