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Bolsas da Europa fecham com predominância em quedas com petróleo em alta e tensão entre Irã e EUA
Publicado 29/07/2026 • 14:57 | Atualizado há 59 minutos
Publicado 29/07/2026 • 14:57 | Atualizado há 59 minutos
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As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira (29) com predominância de perdas, em um cenário marcado pela cautela dos investidores. A valorização do petróleo, o aumento das tensões no Oriente Médio e a fraqueza das ações de tecnologia e semicondutores pressionaram os mercados, enquanto a temporada de balanços corporativos e a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) ampliaram a volatilidade.
Entre os principais índices, apenas a Bolsa de Londres fechou em alta, com avanço de 0,34%, aos 10.908,41 pontos. Frankfurt recuou 0,06%, aos 25.448,76 pontos, Paris perdeu 0,60%, aos 8.408,27 pontos, e Milão caiu 0,49%, aos 51.443,11 pontos. Madri registrou a maior baixa do dia, de 1,71%, aos 19.390,30 pontos, enquanto Lisboa encerrou o pregão com queda de 0,93%, aos 9.049,41 pontos. As cotações são preliminares.
Leia mais: Dow Jones cai mais de 700 pontos com a alta do petróleo antes da decisão do Fed
O ambiente de maior aversão ao risco ganhou força com a retomada dos ataques entre Irã e Estados Unidos, movimento que impulsionou os preços do petróleo. De acordo com o ING, os acontecimentos recentes reduziram as expectativas de uma rápida desescalada das tensões no Golfo Pérsico, o que diminuiu o apetite dos investidores por ativos de maior risco.
Ao mesmo tempo, o mercado acompanhou a divulgação de resultados corporativos e voltou as atenções para a decisão do Fed, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCEntre os destaques do dia, a Kering disparou 15,7% após divulgar resultados acima das expectativas, com sinais de melhora no desempenho da Gucci. Analistas do RBC Capital Markets e da Bernstein avaliaram que a marca apresenta avanços em seu processo de recuperação.
Na direção oposta, a Hermès caiu 11,6% depois de divulgar resultados que decepcionaram o mercado. Segundo o Citi, os números reforçaram a percepção de enfraquecimento da demanda na China.
As ações do CaixaBank também recuaram e perderam 6,8%. Embora o banco tenha apresentado lucro acima das expectativas, a manutenção das projeções para o restante do ano provocou reação negativa dos investidores.
As petroleiras, por sua vez, foram beneficiadas pela alta do petróleo. Os papéis da Shell avançaram 2,7%, enquanto a BP registrou valorização de 3,7%.
O setor de tecnologia também limitou o desempenho das bolsas europeias, com recuo de 0,4%. Entre as principais baixas estiveram ASML (-2,1%), ASM International (-4,5%) e Infineon (-5,8%). Segundo a Tickmill, a pressão sobre as empresas de semicondutores reflete uma postura mais exigente dos investidores, que passaram a buscar evidências mais concretas de crescimento dos lucros e da expansão da demanda ligada à inteligência artificial.
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