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Bolsas da Europa fecham sem direção única com tensão EUA-China e setor de luxo pressionado

Publicado 14/10/2025 • 16:15 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira (14), com as tensões comerciais entre EUA e China voltando a impor cautela nos mercados.
  • Além disso, o setor de luxo europeu ficou pressionado após a Comissão Europeia multar diversas grifes por práticas anticoncorrenciais.
  • As tensões comerciais entre os EUA e a China sobre terras raras estão afetando as ações europeias, diz Daniela Hathorn, da Capital.com.
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Bolsas de Nova York

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira (14), em meio à cautela dos investidores diante da reaceleração das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O setor de luxo europeu também ficou pressionado após a Comissão Europeia multar diversas grifes por práticas anticoncorrenciais.

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,64%, aos 24.231,88 pontos, acompanhado pelo CAC 40, de Paris, que perdeu 0,18%, aos 7.919,62 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,22%, a 42.075,66 pontos. No sentido oposto, o FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 0,10%, a 9.452,77 pontos; em Madri, o Ibex 35 avançou 0,29%, a 15.583,51 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,02%, a 8.228,32 pontos. As cotações são preliminares.

As tensões comerciais entre EUA e China sobre terras raras continuam afetando o humor dos mercados, segundo Daniela Hathorn, analista da Capital.com. “Uma mistura de cautela e esperança está mantendo a volatilidade contida, mas a ruptura pode ir para qualquer lado à medida que novas manchetes moldam a narrativa nos mercados”, afirmou.

O comissário do Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, disse que o bloco busca coordenar com os EUA e outros parceiros do G7 uma resposta aos controles mais rígidos de Pequim sobre a exportação de minerais de terras raras.

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Entre as ações individuais, Kering (-1,60%), LVMH (-1,41%) e Richemont (-0,92%) recuaram após a União Europeia multar marcas de propriedade dos grupos — como Gucci, Loewe e Chloé — em mais de 157 milhões de euros por estratégias de preços injustas que reduziram a liberdade dos distribuidores. O subíndice Stoxx Europe Luxury 10 cedeu 1,04%.

A Michelin tombou quase 9% em Paris, após a fabricante francesa de pneus cortar seu guidance para o ano, citando o impacto das tarifas impostas pelos EUA e a forte queda nas vendas na América do Norte.

Paralelamente, a BP perdeu 1,10% em Londres, pressionada pela queda do petróleo, apesar da previsão de aumento de produção no trimestre atual.

No radar corporativo, a Comissão Europeia aprovou, com condições, a proposta de aquisição da Spirit AeroSystems Holdings pela Boeing. As ações da Airbus subiram 0,47%.

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