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Dólar vai a R$ 5,85 com aversão ao risco e temor de recessão nos EUA; Ibovespa abre semana em baixa
Publicado 10/03/2025 • 19:08 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 10/03/2025 • 19:08 | Atualizado há 1 ano
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Pixabay
Dólar sobe
Após uma manhã marcada por instabilidade e trocas de sinal, o dólar ganhou força ao longo da tarde no mercado local, em sintonia com o comportamento da moeda americana no exterior, e encerrou a sessão desta segunda-feira, 10, acima de R$ 5,85.
Temores de recessão nos EUA por conta da política econômica de Donald Trump, em especial a novela em torno das tarifas de importação, provocaram uma onda de aversão ao risco que contaminou divisas emergentes. Ontem, indagado sobre a possibilidade de uma retração da atividade, Trump desconversou e disse que a economia americana vai passar por um “período de transição” com as medidas que estão sendo adotadas.
“O dólar até chegou a cair um pouco pela manhã, mas o movimento se inverteu à tarde, com piora das moedas emergentes. Há um sentimento de insegurança com as próximas iniciativas de Trump em relação às tarifas e seu impacto na economia”, afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli.
Com mínima a R$ 5,7732 pela manhã e R$ 5,8716 à tarde, o dólar à vista terminou o pregão em alta de 1,07%, a R$ 5,8521, maior valor de fechamento em março. Em 28 de fevereiro, a divisa fechou a R$ 5,9163. Apesar do repique hoje, o dólar ainda recua 1,09% nos quatro primeiros pregões do mês.
Com a guerra tarifária ainda no radar, e receio crescente de recessão nos Estados Unidos – especialmente após o presidente Donald Trump ter admitido essa chance -, o Ibovespa acompanhou a cautela externa e encerrou a primeira sessão da semana em baixa de 0,41%, aos 124.519,38 pontos.
O ajuste foi bem mais contido do que o observado em Nova York, onde as perdas chegaram a 4,00%, no Nasdaq, no fechamento.
Na B3, o índice de referência oscilou dos 123.471,46 aos 125.031,30 pontos, correspondente ao nível de abertura. Com o Ibovespa em baixa desde o começo da sessão, o giro ficou em R$ 20,3 bilhões nesta segunda-feira. No primeiro terço do mês, o índice avança 1,40%, com ganho no ano a 3,52%.
No exterior, o dia foi de busca por proteção em ativos considerados seguros, ou mesmo livres de risco, como os Treasuries, o que resultou em queda dos rendimentos desses papéis. Aqui, o dólar fechou em alta de 1,07%, a R$ 5,8521 – com máxima no dia a R$ 5,8716 -, e a curva de juros doméstica também avançou, na margem. Na B3, muito poucas ações de primeira linha conseguiram se desvencilhar da aversão a risco, com destaque para Itaú (PN +0,89%), na máxima da sessão no fechamento.
O dia também foi positivo para Eletrobras (ON +0,74%, PNB +0,75%). Na ponta ganhadora do Ibovespa, Magazine Luiza (+4,96%), Assaí (+3,97%) e JBS (+2,67%). No lado oposto, Brava (-5,72%), Hapvida (-5,53%) e Caixa Seguridade (-4,07%).
Em Nova York, além do Nasdaq, o Dow Jones e o S&P 500 encerraram o dia com perdas significativas – de 2,08% e 2,70%, respectivamente. “Trump minimizou essas oscilações e destacou que é importante focar no longo prazo, mesmo diante das dificuldades econômicas atuais”, diz Patrick Buss, operador de renda variável da Manchester Investimentos.
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