Ibovespa resiste ao tarifaço de Trump e fecha perto da estabilidade; dólar tem menor valor desde 14 de outubro
Publicado 03/04/2025 • 20:10 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 03/04/2025 • 20:10 | Atualizado há 22 horas
Imagem do setor financeiro da cidade de Nova York
Creative Commons
Na ressaca do chamado “Dia da Libertação” — como ficou conhecido o pacote tarifário anunciado na quarta-feira (2) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — o Ibovespa surpreendeu e terminou o pregão desta quinta-feira (3) praticamente estável, com leve recuo de 0,04%, aos 131.140,65 pontos. O desempenho discreto contrasta com a forte aversão ao risco observada nos mercados globais, que viram o Nasdaq desabar 5,97%, o Dow Jones recuar 3,98% e o S&P 500 perder 4,84%.
Apesar da forte pressão de ações ligadas a commodities — Petrobras ON (-3,6%), Vale ON (-3,37%) — o índice brasileiro foi sustentado pela alta de bancos e empresas do setor de consumo, que se beneficiaram da queda nos juros futuros. Entre os destaques positivos estiveram Auren (+7,58%), Magazine Luiza (+5,45%) e Iguatemi (+5,12%). Na ponta oposta, Brava (-7,18%), Prio (-6,95%) e São Martinho (-5,79%) lideraram as quedas.
“Mesmo com o ambiente externo bastante conturbado, o Ibovespa conseguiu se descolar parcialmente, impulsionado por bancos e empresas ligadas ao varejo, construção e educação”, explica Alison Correia, analista da Dom Investimentos.
Dólar
No câmbio, o dólar comercial à vista recuou 1,20%, fechando a R$ 5,6281 — o menor valor desde 14 de outubro. O movimento reflete a combinação entre o alívio com o impacto limitado das tarifas sobre o Brasil (taxado em apenas 10%) e a expectativa de cortes de juros nos EUA ainda em 2025. O real foi uma das moedas emergentes com melhor desempenho no dia.
“A decisão do governo americano trouxe uma leitura negativa sobre o crescimento global e impulsionou apostas em cortes de juros pelo Fed. Com isso, o real ganhou tração diante de um dólar mais fraco”, diz Leonardo Monoli, sócio da Azimut Brasil.
A liquidez do pregão foi robusta, com volume financeiro de R$ 28,22 bilhões. O índice oscilou entre a mínima de 130.182 pontos e a máxima de 132.552 pontos. No mês, o Ibovespa acumula alta de 0,68% e, no ano, avanço de 9,03%.
Embora o Brasil tenha escapado das tarifas mais pesadas — impostas a China (34%), Vietnã (46%) e União Europeia (20%) — analistas alertam para efeitos indiretos no médio prazo, como a possível desaceleração da economia global e queda dos preços de commodities, o que pode impactar a Bolsa.
“Curiosamente, os efeitos das tarifas podem até ser deflacionários para o Brasil, o que facilita o trabalho do Banco Central”, afirma Monoli, que projeta encerramento do ciclo de alta da Selic abaixo de 15%.
Enquanto o presidente Trump minimizava os impactos do pacote e falava em “boom de crescimento” nos EUA, investidores buscavam proteção em ativos mais seguros, como euro, iene e franco suíço. O índice do dólar (DXY) caiu ao redor dos 102 pontos, nos menores níveis desde outubro.
O dia marcou, portanto, uma rara combinação de volatilidade externa com resiliência local — um sinal de que, ao menos no curto prazo, o Brasil pode ser percebido como porto relativamente seguro em um cenário global de incerteza.
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