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Ibovespa B3 tem fechamento recorde acima dos 186 mil pontos

Publicado 09/02/2026 • 18:09 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 teve um dia de forte apetite ao risco e encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em novo recorde histórico de fechamento.
  • O mercado reagiu positivamente ao resultado das eleições no Japão, que reforçou expectativas de expansão fiscal e cortes de impostos, impulsionando a bolsa japonesa e reforçando o movimento global de rotação para mercados emergentes.
  • Esse cenário deu fôlego adicional aos ativos brasileiros, que também se beneficiaram do discurso considerado moderado do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do setor bancário.

O Ibovespa B3 teve um dia de forte apetite ao risco e encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em novo recorde histórico de fechamento, ao subir 1,80%, aos 186.241,15 pontos. É a primeira vez que o principal índice da bolsa brasileira fecha acima do patamar de 186 mil pontos, em um movimento sustentado por fluxo estrangeiro, desempenho positivo das commodities e recuperação dos bancos. O volume financeiro negociado somou R$ 27,4 bilhões.

O avanço veio em linha com o ambiente externo mais construtivo. O mercado reagiu positivamente ao resultado das eleições no Japão, que reforçou expectativas de expansão fiscal e cortes de impostos, impulsionando a bolsa japonesa e reforçando o movimento global de rotação para mercados emergentes.

Esse cenário deu fôlego adicional aos ativos brasileiros, que também se beneficiaram do discurso considerado moderado do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do setor bancário.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o movimento reflete um contexto mais amplo de busca por risco. “O Ibovespa B3 sobe em dia de apetite ao risco global, impulsionado pela rotação estrutural que favorece mercados emergentes, além de boas expectativas para a temporada de balanços corporativos e pelo discurso mais moderado de Galípolo”, afirma.

Entre as ações de maior peso, Petrobras (PETR4) avançou 2,13%, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional, enquanto Vale (VALE3) subiu 1,92%, apoiada por expectativas em torno dos resultados trimestrais.

No setor financeiro, os bancos lideraram a recuperação após uma semana mais fraca: Itaú (ITUB4) teve alta de 3,40%, Bradesco (BBDC4) subiu 1,50% e Santander (SANB11) figurou entre as maiores altas do dia (+5,54%).

Na ponta positiva, o destaque ficou para Magazine Luiza (MGLU3), que disparou 7,16%, beneficiada pelo alívio na ponta curta da curva de juros e pela perspectiva de início do ciclo de cortes da Selic. B3 (B3SA3) também teve desempenho sólido, com alta de 3,76%, refletindo maior atividade no mercado e melhora de expectativas. Já Cosan (CSAN3) e CSN (CSNA3) acompanharam o bom humor com as commodities.

Do lado negativo, algumas ações ligadas ao consumo e ao setor imobiliário passaram por ajustes pontuais. Hapvida (HAPV3) caiu 2,63%, enquanto Eztec (EZTC3) recuou 1,44%, em um pregão marcado por rotação setorial. Incorporadoras também sentiram pressão, à medida que o discurso mais cauteloso do Banco Central manteve os juros longos mais elevados.

Dólar fecha em menor nível desde 2024

No câmbio, o dólar recuou 0,62%, encerrando o dia na faixa de R$ 5,18, em linha com a desvalorização global da moeda americana.

É o menor valor de fechamento da moeda em quase 21 meses, desde maio de 2024.

O movimento foi favorecido pelo maior apetite ao risco, pela entrada de fluxo em mercados emergentes e por decisões recentes da China que reduziram a demanda por Treasuries, enfraquecendo o dólar no exterior.

Para Bruno Perri, o cenário segue favorável no curto prazo. “O dólar cai globalmente em um ambiente de maior apetite ao risco, enquanto o Brasil se beneficia do diferencial de juros e do fluxo estrangeiro. A atenção agora se volta para os dados de inflação e atividade ao longo da semana, além do payroll nos Estados Unidos”, conclui.

Análise

Segundo análise de Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, o índice foi alavancado pelo desempenho de papéis de peso como Petrobras, Vale e Itaú.

Corleta destaca que o rali da Bolsa brasileira ocorreu em sintonia com um movimento de saída de capital dos Estados Unidos rumo a países emergentes. Esse fluxo foi intensificado após a China orientar seus bancos locais a reduzirem a exposição a títulos do Tesouro americano, gerando uma venda massiva de dólares no mundo inteiro. “Tudo o que não é denominado em dólar acabou performando bem”, explicou o analista, reforçando que o cenário de recorde histórico reflete mais uma dinâmica geopolítica global do que fatores exclusivamente domésticos.

Outro ponto de atenção no pregão foi a volatilidade de empresas com alta alavancagem, como a Cosan e a Raízen. O analista observou que, apesar do rebaixamento do rating de crédito da Raízen pelas agências de classificação — que passaram a tratar seus títulos como junk bonds (alto risco de calote) —, as ações da Cosan registraram alta superior a 4%.

Para Corleta, esse movimento foi influenciado pelo balanço positivo divulgado pelo BTG Pactual, que detém parte do capital da companhia, além de uma reação técnica do mercado após um longo período de quedas expressivas nos papéis do setor.

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