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Ibovespa B3 fecha em queda, mas tem mês com maior alta da história
Publicado 30/01/2026 • 18:19 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/01/2026 • 18:19 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação/B3.
Ibovespa B3
O Ibovespa B3 opera nesta sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.363,90 pontos, recuo de 1.769,85 pontos. Apesar da forte correção, o índice conseguiu se manter acima do patamar psicológico dos 180 mil pontos, após uma sequência recente de máximas históricas e forte valorização ao longo de janeiro.
Em janeiro de 2026, o Ibovespa B3 subiu 20.008,11 pontos, tendo a maior alta mensal em números absolutos na história do índice. Em percentual, o mês foi o terceiro melhor desde 2010, com uma alta de 12,40%, atrás de março de 2016 (+16,97%) e novembro de 2020 (+15,90%).
O movimento foi interpretado majoritariamente como realização de lucros, em linha com o comportamento das bolsas internacionais. O pregão refletiu um ajuste natural depois de semanas de alta intensa, em um dia marcado também por maior cautela externa e avanço do dólar.
Segundo Danilo Coelho, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, a queda não altera o cenário de curto prazo. “O que vemos no Ibovespa B3 hoje é mais um movimento de realização, nada muito relevante. Estamos falando de uma variação dentro do padrão histórico do índice, na casa de 1% a 2%, depois de uma alta muito significativa nas últimas semanas”, avaliou.
No exterior, as bolsas americanas também operaram em ajuste, mas sem movimentos bruscos. Coelho destacou que a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para a presidência do Federal Reserve não foi mal recebida pelo mercado. “Pelo contrário, o mercado gostou do nome indicado, justamente por ser alguém menos alinhado ao Trump, mais neutro na condução do Fed, o que reduz o temor de interferência política direta”, explicou.
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Esse ajuste global também foi sentido nas commodities. Após altas recentes, metais e petróleo recuaram, contribuindo para a correção de ações ligadas ao setor de energia. “O petróleo cai depois de diversas altas e isso ajuda a explicar a pressão sobre petrolíferas como Petrobras, Brava Energia e PetroReconcavo”, afirmou Coelho.
Ainda assim, alguns papéis destoaram do movimento negativo do índice. Entre os mais negociados e maiores altas, CVC (CVCB3) disparou 15,25%, enquanto GOL (GOLL54) avançou 9,45%, refletindo uma rotação pontual para ações mais sensíveis ao ciclo econômico e bastante penalizadas anteriormente. Outros fatores também movimentaram os papéis como o fechamento de capital (OPA) da Gol e polêmicas envolvendo acusação de ex-CEO da CVC pela Comissão de Valores Mobiliários.
Na ponta negativa, o destaque ficou para a Fictor Alimentos (FICT3), que caiu 18,31%, figurando entre as maiores baixas do dia. O papel segue pressionado após a Justiça de São Paulo determinar o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões em ativos financeiros do Grupo Fictor, em meio a questionamentos sobre a solvência da companhia e sua tentativa frustrada de adquirir o Banco Master.
A decisão judicial reforçou o clima de desconfiança em torno do grupo, que também acumula atrasos de pagamentos e mudanças recentes na diretoria.
Para Danilo Coelho, além da realização técnica, fatores políticos e institucionais também podem estar no radar dos investidores. “Pode ser um movimento mais de curto prazo. Alguns investidores acabam reduzindo exposição à bolsa e migrando para juros e renda fixa, especialmente diante de eventos que podem gerar volatilidade, como discussões políticas e investigações em andamento”, disse.
No câmbio, o dólar comercial subiu 1,03%, cotado a R$ 5,24, em um movimento de correção após forte queda acumulada ao longo do mês. A moeda americana acompanhou a valorização global do dólar e disputas técnicas em torno da Ptax de fim de mês, além de ajustes após a confirmação do nome de Warsh para o Fed.
Apesar do dia negativo, a avaliação predominante no mercado é de que o pregão representou apenas um ajuste de curto prazo, sem descaracterizar a tendência mais positiva construída pelo Ibovespa B3 em janeiro, sustentada por fluxo estrangeiro, expectativa de afrouxamento monetário à frente e melhora relativa do cenário macro para ativos de risco no Brasil.
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