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Ibovespa B3 renova máxima histórica, mas corrige e fecha em queda após sequência de recordes

Publicado 29/01/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 encerrou esta quarta-feira (29) em queda de 0,84%, aos 183.133,75 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade.
  • O índice chegou a renovar a máxima histórica intradiária, ao atingir 186.449,75 pontos às 10h31, mas perdeu força ao longo da sessão e devolveu parte dos ganhos recentes, em um movimento de realização de lucros depois de uma sequência de recordes.
  • No câmbio, o dólar comercial acompanhou a volatilidade do dia, chegando a tocar a mínima perto de R$ 5,16, antes de oscilar com a piora do exterior.

O Ibovespa B3 encerrou esta quarta-feira (29) em queda de 0,84%, aos 183.133,75 pontos, recuo de 1.557,30 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade.

O índice chegou a renovar a máxima histórica intradiária, ao atingir 186.449,75 pontos às 10h31, mas perdeu força ao longo da sessão e devolveu parte dos ganhos recentes, em um movimento de realização de lucros depois de uma sequência de recordes.

A abertura foi positiva e refletiu, inicialmente, a leitura construtiva do mercado sobre o cenário de política monetária doméstica, especialmente após a Superquarta, que reforçou a percepção de que o Copom abriu espaço, ainda que de forma condicional, para o início do ciclo de cortes de juros nos próximos meses.

No entanto, a virada do mercado internacional para um ambiente de maior aversão ao risco acabou contaminando os ativos locais.

Segundo Rodrigo Fonseca, head de Equity da Galapagos Capital, o movimento de correção era esperado após um mês excepcionalmente forte para a bolsa brasileira. “A bolsa está subindo cerca de 14% no mês, o que é um desempenho muito raro. É natural que, depois de uma performance tão forte, haja alguma realização, ainda mais em um dia em que o mundo entrou em risk-off, com queda relevante de metais preciosos”, afirmou.

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Ele destacou que o principal motor da alta recente foi o fluxo estrangeiro, mais do que uma melhora expressiva dos fundamentos domésticos.

Fonseca também chamou atenção para o descolamento entre preços e cenário local. “Quando a gente olha para a economia doméstica e o quadro eleitoral, não vê essa exuberância toda. Os preços subiram muito mais por fluxo global e mudança de múltiplos do que por fundamentos”, disse, acrescentando que a saída de capital dos Estados Unidos para outros mercados segue como vetor dominante.

Na mesma linha, José Áureo Viana, planejador financeiro e sócio da Blue3 Investimentos, avaliou o pregão como um processo de ajuste pós-rali. “A sessão de hoje foi um bom retrato de digestão pós-superquarta. O recorde intradiário teve muito de reprecificação local, com fechamento da curva de juros e redução de prêmios, enquanto a virada ao longo do dia refletiu a piora do humor externo e uma realização natural depois de um movimento muito forte”, afirmou.

O exterior pesou principalmente após a mudança de sentimento em Nova York, com balanços de big techs e discussões sobre investimentos elevados em inteligência artificial, o que reduziu o apetite por risco global.

Ainda assim, o componente de commodities ajudou a amortecer perdas mais intensas no índice. Petrobras avançou 1,04%, acompanhando a alta do petróleo, enquanto outros nomes ligados ao setor também mostraram resiliência.

Dólar tem queda acompanhando volatilidade

No câmbio, o dólar comercial acompanhou a volatilidade do dia, chegando a tocar a mínima perto de R$ 5,16, antes de oscilar com a piora do exterior.

No fechamento, a moeda recuava 0,22%, cotada a R$ 5,19, refletindo a combinação de dólar globalmente mais fraco, diferencial de juros ainda elevado no Brasil e fluxo estrangeiro positivo.

Apesar da correção desta sessão, a leitura predominante entre analistas é de que o movimento não altera o pano de fundo positivo para o Ibovespa B3 no curto prazo. A queda foi interpretada mais como uma pausa técnica e ajuste de posições após máximas sucessivas do que como uma mudança estrutural de tendência.

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