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Bolsa de Valores

Ibovespa tem maior queda do ano e volta aos 183 mil pontos com escalada no Oriente Médio e dólar forte

Publicado 03/03/2026 • 18:03 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • O Ibovespa fechou nesta terça-feira (3) com forte queda de 3,28%, aos 183.104,87 pontos, uma perda expressiva de 6.202,15 pontos no dia
  • Foi a maior queda do índice desde o dia 5 de dezembro de 2025.
  • O movimento refletiu um ambiente global de forte aversão ao risco, impulsionado pelo temor de prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas em torno do fechamento do Estreito de Ormuz.

O Ibovespa fechou nesta terça-feira (3) com forte queda de 3,28%, aos 183.104,87 pontos, uma perda expressiva de 6.202,15 pontos no dia. Foi a maior queda do índice desde o dia 5 de dezembro de 2025.

O movimento refletiu um ambiente global de forte aversão ao risco, impulsionado pelo temor de prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O índice abriu próximo dos 189 mil pontos, mas perdeu força rapidamente ao longo da sessão, acompanhando o modo risk off global. O VIX disparou 20,75%, aos 25,95 pontos, sinalizando aumento significativo da volatilidade e da busca por proteção.

Estreito de Ormuz, petróleo e medo de inflação global

O noticiário internacional dominou completamente o pregão. O Irã reafirmou que o Estreito de Ormuz permanece fechado e ameaçou atacar embarcações que tentarem atravessar a região. Embora os EUA neguem a interrupção formal da rota, o risco de desabastecimento elevou os preços do petróleo, com contratos internacionais registrando alta significativa ao longo do dia.

A possibilidade de um barril acima de US$ 100 (cerca de R$ 526, na cotação atual) reacende temores inflacionários globais, especialmente diante da interrupção parcial da produção de gás no Catar e das tensões militares crescentes. Esse cenário pressionou moedas emergentes e fortaleceu o dólar globalmente.

Mercado local sofre com dólar forte e curva de juros pressionada

Na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, a queda foi motivada por uma combinação de fatores externos e internos.

“A bolsa cai hoje por um forte aumento na aversão ao risco global, que faz com que os mercados migrem de ativos mais voláteis e busquem segurança”.

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Segundo ele, o fechamento do Estreito de Ormuz e as incertezas sobre a duração do conflito colocam as expectativas de inflação sob pressão, tanto pelo impacto do petróleo quanto pela forte depreciação cambial.

“O dólar mais elevado encarece a inflação de transacionáveis e pressiona a curva de juros, especialmente após o IPCA-15 mais forte na sexta-feira (27)”.

Perri ressalta ainda que investidores estrangeiros tendem a reduzir exposição a emergentes até que haja maior clareza sobre a profundidade do conflito.

Bancos, mineradoras e varejo lideram perdas

O movimento de aversão ao risco contaminou praticamente todos os setores da bolsa.

Entre as ações de maior peso, Vale (VALE3) recuou 4,17%, mesmo com o minério em alta na China, refletindo o fluxo de saída de ativos de risco. Os bancos também sofreram forte pressão: Itaú (ITUB4) caiu 3,35% e Bradesco (BBDC4) perdeu 4,78%, evidenciando o impacto do aumento dos juros futuros sobre o setor financeiro.

Petrobras (PETR4) recuou 0,44%, mesmo com o petróleo em alta, mostrando que o fluxo vendedor superou o benefício da commodity.

A queda do Pão de Açúcar (PCAR3), de 17,78%, é a maior experimentada pela empresa desde 05/05/2025, quando a ação recuou 20,21%.

Entre as maiores baixas do dia, o destaque negativo ficou para o Pão de Açúcar (PCAR3), que despencou 17,78%, refletindo fragilidade no setor de varejo e maior sensibilidade ao ambiente de juros elevados. É a maior queda de uma empresa da carteira do Ibovespa desde a queda de 42,21% da Hapvida (HAPV3) em 13/11/2025

YDUQ3 caiu 7,00%, enquanto ASAI3 recuou 6,49%, pressionada pela perspectiva de consumo mais fraco. BRAP4 perdeu 5,84%, acompanhando a queda da Vale.

Maiores baixas do Ibovespa

EmpresaCódigoVariação no dia (%)Fechamento (R$/ação)
Pão de AçúcarPCAR3-17,78R$ 2,59
YduqsYDUQ3-7,00R$ 12,10
AssaíASAI3-6,49R$ 8,65
CSNCSNA3-6,06R$ 7,91
BTGBPAC11-5,86R$ 57,51
LocalizaRENT4-5,84R$ 46,94
BradesparBRAP4-5,84R$ 23,38
LocalizaRENT3-5,47R$ 48,90
VamosVAMO3-5,47R$ 4,15
C&A ModasCEAB3-5,33R$ 12,09
Fonte: TradeMap

Na ponta positiva, poucas ações conseguiram se destacar. RAIZ4 subiu 6,15%, em movimento técnico e de recomposição após perdas recentes. BRKM5 avançou 3,24%, beneficiada pela dinâmica das commodities.

EmpresaCódigoVariação no dia (%)Fechamento (R$/ação)
RaízenRAIZ46,15R$ 0,69
BraskemBRKM53,24R$ 9,55
Fonte: TradeMap

Mesmo assim, o número de altas foi bastante restrito, evidenciando o caráter generalizado da queda.

PIB e Caged ficam em segundo plano

No campo doméstico, o PIB do quarto trimestre veio em linha com as expectativas, com alta de 0,1%, confirmando desaceleração gradual da atividade. No ano, o crescimento foi de 2,3%. O Caged também mostrou geração de empregos acima do esperado.

Apesar disso, os dados locais foram ofuscados pelo ambiente externo adverso.

Dólar dispara 1,91% com guerra e busca global por proteção

O dólar comercial encerrou o dia em forte alta de 1,91%, cotado a R$ 5,265, após atingir a máxima de R$ 5,343 durante o pregão. Foi um dos movimentos mais expressivos das últimas semanas.

O fortalecimento da moeda refletiu o aumento da procura por ativos de segurança diante da escalada do conflito no Oriente Médio. O índice DXY alcançou o maior patamar em sete semanas, enquanto investidores reduziram posições em emergentes.

A combinação de dólar forte, petróleo elevado e risco inflacionário pressiona a curva de juros e levanta questionamentos sobre a condução da política monetária, ainda que o mercado continue precificando corte de 50 pontos-base na próxima reunião.

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