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Ibovespa dispara 2,63% e fecha acima de 192 mil pontos antes das eleições; dólar fica estável a R$ 5,22
Publicado 02/10/2026 • 18:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/10/2026 • 18:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa disparou nesta sexta-feira (2), último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais, e encerrou a sessão praticamente na máxima do dia. O movimento ganhou força durante a tarde, com investidores ajustando posições antes da votação de domingo, enquanto dados mais fracos de emprego nos Estados Unidos também favoreceram o apetite por risco.
O principal índice da bolsa brasileira avançou 2,63%, aos 192.114,55 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 186.144,24 pontos e a máxima de 192.118,70 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 31,2 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 4,71%.
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No câmbio, a reação foi bem mais contida. O dólar à vista caiu 0,07%, a R$ 5,2165, após variar entre R$ 5,2006 e R$ 5,2389. Na semana, porém, a moeda americana acumulou alta de 0,67%.
A proximidade do primeiro turno foi o principal componente doméstico da sessão. A votação ocorre neste domingo (4), e os levantamentos divulgados na reta final mostram uma disputa apertada pela Presidência.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que investidores chegaram ao último pregão antes da votação dispostos a aumentar a exposição à bolsa.
“O mercado quer ir posicionado, quer ir comprado para essas eleições”, afirmou.
Segundo Horta, o movimento se intensificou principalmente durante a tarde. Na avaliação do analista, além das pesquisas públicas, alguns investidores acompanham levantamentos privados de curto prazo, conhecidos como trackings, para tentar identificar mudanças na corrida eleitoral.
“Os investidores podem ter tomado conhecimento desses números ao longo do dia, porque o mercado começou a melhorar, principalmente na parte da tarde”, disse.
Horta ressaltou, porém, que esses indicadores não substituem o resultado das urnas e que o desempenho dos ativos após a eleição dependerá também das medidas econômicas efetivamente adotadas pelo próximo governo.
Para Horta, parte do posicionamento observado nas últimas semanas reflete as diferentes expectativas dos investidores para política fiscal, juros e atividade econômica sob cada possível resultado eleitoral.
O analista afirmou que uma eventual mudança de governo vem sendo associada por parte do mercado a expectativas de maior ajuste fiscal e redução dos juros, enquanto uma reeleição de Lula tem sido analisada à luz da atual trajetória das contas públicas.
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Siga o Times | CNBCHorta também ponderou que a reação inicial das ações depois da eleição pode não se sustentar no longo prazo.
“A gente precisa separar exatamente o que é a expectativa do que é a realidade, do que é o fato concreto”, afirmou.
Segundo ele, qualquer governo eleito terá de transformar propostas em medidas concretas para que as expectativas incorporadas aos preços dos ativos se confirmem.
O exterior também contribuiu para o ambiente mais favorável.
Os Estados Unidos criaram 29 mil vagas de trabalho em setembro, abaixo das 85 mil esperadas pelo mercado. O dado reforçou a expectativa de que o Federal Reserve possa manter os juros inalterados na reunião de outubro.
A leitura mais fraca do mercado de trabalho reduziu a força do dólar no exterior e trouxe algum alívio para os ativos de risco.
O índice DXY recuava 0,20%, aos 101,897 pontos. O euro avançava 0,15%, a US$ 1,1255, enquanto a libra ganhava 0,39%, a US$ 1,3244.
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Apesar da forte alta do Ibovespa e do enfraquecimento global da moeda americana, o dólar praticamente não saiu do lugar no Brasil.
A divisa fechou em baixa de apenas 0,07%, a R$ 5,2165, depois de chegar a R$ 5,2389 na máxima.
O comportamento mais defensivo do câmbio indicou maior cautela antes da votação. Enquanto investidores aumentaram posições em ações, o real não acompanhou o mesmo movimento, com parte do mercado evitando apostas mais agressivas antes de conhecer o resultado das urnas.
Na semana, o dólar avançou 0,67%.
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