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Ibovespa dispara e fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez na história após resultado do 1º turno
Publicado 05/10/2026 • 17:36 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 05/10/2026 • 17:36 | Atualizado há 43 minutos
KEY POINTS
O Ibovespa viveu uma sessão histórica nesta segunda-feira (5). No primeiro pregão depois das eleições, o índice disparou 7,70%, rompeu pela primeira vez a barreira dos 200 mil pontos e renovou os recordes de máxima intradia e de fechamento, com investidores reprecificando os ativos brasileiros após o resultado das urnas.
O principal índice da bolsa brasileira terminou aos 206.911,89 pontos, depois de oscilar entre 192.137,63 e 209.605,70 pontos, maior nível já alcançado durante um pregão.
O volume financeiro chegou a R$ 79,3 bilhões, cerca de três vezes o registrado em uma sessão regular.
A reação veio depois de Flávio Bolsonaro (PL) superar as expectativas das pesquisas e terminar o primeiro turno à frente do presidente Lula (PT). Flávio recebeu 47% dos votos, contra 45% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O resultado também veio acompanhado de um avanço da direita nas eleições para o Congresso. O PL se tornou a maior legenda tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, segundo projeções divulgadas após a votação.
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Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a dimensão da alta refletiu uma mudança brusca das expectativas depois da votação.
“É uma verdadeira festa no mercado, depois de uma eleição que surpreendeu”, disse.
Segundo ele, investidores esperavam uma disputa apertada, mas o desempenho de Flávio e dos partidos de direita foi mais forte do que vinha sendo antecipado.
“O mercado está reprecificando o futuro”, afirmou.
Corleta avaliou que os preços desta segunda-feira refletem a percepção de parte dos investidores de que aumentou a probabilidade de uma mudança na condução da política econômica a partir de 2027.
A intensidade do movimento apareceu principalmente nas empresas mais sensíveis às expectativas sobre juros, atividade econômica e política fiscal.
Segundo Corleta, o mercado passou a incorporar nos preços a expectativa de uma eventual trajetória mais rápida de queda da Selic e de maior controle dos gastos públicos caso haja mudança de governo.
“O mercado hoje precifica que a Selic vai cair mais rápido, o mercado hoje precifica que o governo vai gastar menos e que o quadro fiscal tende a melhorar. É isso que você está vendo os preços dizerem hoje”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCA expectativa, porém, ainda depende das propostas que serão apresentadas durante o segundo turno e, posteriormente, de eventual execução das medidas.
A reação também veio de investidores estrangeiros. O J.P. Morgan elevou a recomendação para ações brasileiras a “overweight”, equivalente a uma exposição acima da média, citando a melhora da percepção política depois do primeiro turno.
Corleta afirmou que bancos internacionais já começaram a recomendar maior exposição ao mercado brasileiro.
“Você está vendo bancos americanos já hoje mandando investidores estrangeiros comprarem o Brasil. Então essa lua de mel não deve acabar tão rápido”, disse.
O resultado das eleições legislativas ajudou a reforçar o movimento. O PL passou de 15 para 28 cadeiras no Senado e é projetado para conquistar 121 lugares na Câmara, ante 98 anteriormente. Somados a outros partidos de direita e centro-direita, os aliados de Flávio podem formar um bloco numericamente mais forte no próximo Congresso.
Para Corleta, uma composição mais favorável no Legislativo é um dos fatores usados pelo mercado para avaliar a capacidade de um eventual governo implementar sua agenda.
Ainda assim, ele ressaltou que a continuidade do rali dependerá agora de sinais mais concretos sobre política econômica.
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“Difícil projetar se amanhã o mercado sobe, se corrige um pouco esse movimento todo, mas a reprecificação tem fundamento”, afirmou.
Depois da reação inicial às urnas, a atenção deve se voltar para as propostas econômicas do segundo turno.
Corleta citou como temas relevantes para os investidores medidas de controle de gastos, mudanças nas regras fiscais e previdenciárias, desvinculação de despesas e o desenho da próxima etapa da reforma tributária.
“O que vai impactar nisso vai ser justamente o esclarecimento […] de quais vão ser suas propostas para o campo fiscal”, afirmou.
O analista também ponderou que o mercado deverá acompanhar a estratégia de Lula para tentar reverter o resultado no segundo turno e as sinalizações econômicas das duas campanhas.
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