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Ibovespa fecha em queda após acordo entre EUA e Irã derrubar petróleo e pressionar Petrobras
Publicado 15/06/2026 • 17:10 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 15/06/2026 • 17:10 | Atualizado há 3 horas
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O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (15) em queda de 0,36%, aos 170.517 pontos, após um pregão marcado por instabilidade. O resultado do dia, na contramão dos mercados americanos, foi influenciado pelo acordo preliminar entre EUA e Irã, que derrubou os preços do petróleo.
Pela manhã, o índice chegou a superar os 174 mil pontos, impulsionado pelo aumento do apetite por risco nos mercados globais, em reação à repercussão positiva do acordo entre Estados Unidos e Irã. O movimento, porém, não se sustentou graças ao desempenho negativo das ações ligadas ao setor de petróleo.
Segundo Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, o setor passou a recuar de forma mais intensa, acompanhando a forte queda da commodity no mercado internacional.
“Nesse contexto, as ações da Petrobras, tanto ordinárias quanto preferenciais, que juntas têm o maior peso na composição do índice, exerceram pressão relevante sobre o Ibovespa e contribuíram para a perda de tração da bolsa brasileira no período da tarde”, explicou.
Segundo Bruno Corano, economista chefe da Corano Asset, o comportamento do indicador é um reflexo da incerteza mundial após uma sequência de sessões muito voláteis, em que o índice alternou quedas ligadas à tensão geopolítica com dias de recuperação.
Ele explica que os investidores continuam divididos entre o noticiário internacional, com a guerra no Oriente Médio e o rali do setor de tecnologia dos EUA, e o quadro doméstico, com inflação acima das estimativas e dúvidas sobre até onde vai o ciclo de cortes do Copom.
“Na tendência, o Ibovespa segue em um cabo de guerra: se o acordo de paz avançar e a comunicação dos bancos centrais vier sem surpresa mais dura, há espaço para o índice buscar gradualmente os topos recentes, mas em uma trajetória zigue-zague, muito dependente de fluxo estrangeiro e da percepção sobre o compromisso fiscal do Brasil”, explica.
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