Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ibovespa fecha estável com fiscal no radar após confirmação de tarifaço
Publicado 17/07/2026 • 17:32 | Atualizado há 3 meses
Trump nega ordem da Casa Branca para restringir Starlink na Ucrânia
iPhone Duo testa poder da Apple como símbolo de status
Katie Zacharia deixa cargo de secretária de imprensa de Trump na Casa Branca, dizem relatos
NBA endurece regras com apostas e desenvolve IA para sinalizar suspeitas
Fundo soberano de US$ 2 trilhões da Noruega pode voltar a investir em grandes empresas de defesa
Publicado 17/07/2026 • 17:32 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta sexta-feira (17), com a valorização do petróleo ajudando a limitar os efeitos da aversão global ao risco e das preocupações com o cenário fiscal brasileiro.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,06%, aos 173.714,08 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.285,28 pontos e a máxima de 174.504,63 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,6 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 2,33%.
Ações ligadas ao petróleo deram sustentação ao índice diante da alta da commodity no mercado internacional. Na direção contrária, bancos e companhias do setor de mineração ficaram entre as principais pressões da sessão.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que o aumento da aversão global ao risco foi o principal fator para o desempenho do mercado nesta sexta-feira.
Segundo ele, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo e reforçou preocupações com a inflação e a trajetória dos juros internacionais.
O mercado também acompanhou uma rotação nas carteiras globais, com investidores reduzindo posições em empresas de tecnologia e semicondutores após a forte valorização recente do setor.
Parte dos recursos migrou para ativos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano e ouro. Esse movimento reduziu o fluxo para a renda variável e limitou a recuperação dos mercados emergentes.
“A gente tem visto um cenário global de aversão ao risco, que penaliza também a nossa bolsa”, afirmou Martins.
Apesar do ambiente externo desfavorável, a alta do petróleo beneficiou as ações do setor e impediu uma queda mais intensa do Ibovespa.
Martins explicou que a forte presença de companhias ligadas a commodities no índice pode favorecer o mercado brasileiro quando os preços das matérias-primas avançam. Nesta sexta-feira, porém, a busca global por proteção restringiu uma migração mais consistente de recursos para o Brasil.
Segundo o executivo, os títulos americanos concorreram com os ativos brasileiros pela preferência dos investidores, diante da procura por segurança e previsibilidade.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNo cenário doméstico, investidores continuaram atentos ao impacto das medidas de apoio aos setores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos e à possibilidade de aumento dos gastos públicos.
Martins destacou que as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas permanecem incorporadas aos preços dos ativos brasileiros, principalmente com a aproximação do período eleitoral.
Mesmo com o aumento da arrecadação, o avanço das despesas mantém a preocupação com a sustentabilidade fiscal e seus possíveis efeitos sobre a inflação e os juros.
Segundo Gabriel Ganzarolli, economista da RocketTrader, a queda de 2,33% representou o pior desempenho semanal do Ibovespa em seis semanas e interrompeu uma sequência de três altas consecutivas.
O recuo ocorreu apesar dos sinais de arrefecimento da inflação nos Estados Unidos, com os índices de preços ao consumidor e ao produtor abaixo das expectativas.
Na avaliação de Ganzarolli, a confirmação das tarifas americanas sobre produtos brasileiros e a retomada das tensões no Oriente Médio, com novas ofensivas entre Estados Unidos e Irã, prevaleceram sobre os indicadores econômicos positivos.
O conflito também voltou a favorecer as empresas de petróleo, que apareceram entre as maiores altas da semana pela primeira vez desde o fim de maio. A Petrobras não figurava entre os principais ganhos ou perdas semanais desde o período encerrado em 15 de maio, segundo a RocketTrader.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, Hapvida liderou os ganhos da semana, com alta de 7,36%, seguida por Vibra, com avanço de 5,82%, Gerdau PN, com 4,48%, Ultrapar, com 4,43%, e Prio, com 4,33%, de acordo com levantamento da RocketTrader.
Na ponta negativa, Auren registrou a maior queda do período, com recuo de 11,05%. Na sequência apareceram Engie, com perda de 10,75%, Cury, com 10,35%, Marcopolo, com 9,81%, e Direcional, com 9,34%.
A Petrobras também apareceu entre os destaques positivos, com alta de 3,67% nas ações ordinárias e de 3,15% nas preferenciais. Brava Energia avançou 3,33% na semana.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Grupo Globo demite executivo após vazamento de conversas com Daniel Vorcaro; vice-presidente da holding assumirá interinamente
3
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
4
Em depoimento, Vorcaro nega fraude de R$ 12 bilhões e defesa anuncia contestação sobre negócio entre Master e BRB
5
Briga entre herdeiros da Mitre tem novas acusações de extorsão, invasão de casa e desvio de patrimônio