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Ibovespa fecha estável com fiscal no radar após confirmação de tarifaço

Publicado 17/07/2026 • 17:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 0,06%, aos 173.714,08 pontos, com volume financeiro de R$ 23,6 bilhões.
  • Alta do petróleo sustentou ações do setor e limitou o impacto da queda dos bancos e de companhias de mineração.
  • Na semana, o índice acumulou baixa de 2,33%, diante das preocupações com o cenário externo, as tarifas dos Estados Unidos e as contas públicas.

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta sexta-feira (17), com a valorização do petróleo ajudando a limitar os efeitos da aversão global ao risco e das preocupações com o cenário fiscal brasileiro.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,06%, aos 173.714,08 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.285,28 pontos e a máxima de 174.504,63 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,6 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou queda de 2,33%.

Ações ligadas ao petróleo deram sustentação ao índice diante da alta da commodity no mercado internacional. Na direção contrária, bancos e companhias do setor de mineração ficaram entre as principais pressões da sessão.

Aversão ao risco limita recuperação

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que o aumento da aversão global ao risco foi o principal fator para o desempenho do mercado nesta sexta-feira.

Segundo ele, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo e reforçou preocupações com a inflação e a trajetória dos juros internacionais.

O mercado também acompanhou uma rotação nas carteiras globais, com investidores reduzindo posições em empresas de tecnologia e semicondutores após a forte valorização recente do setor.

Parte dos recursos migrou para ativos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano e ouro. Esse movimento reduziu o fluxo para a renda variável e limitou a recuperação dos mercados emergentes.

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“A gente tem visto um cenário global de aversão ao risco, que penaliza também a nossa bolsa”, afirmou Martins.

Petróleo sustenta o índice

Apesar do ambiente externo desfavorável, a alta do petróleo beneficiou as ações do setor e impediu uma queda mais intensa do Ibovespa.

Martins explicou que a forte presença de companhias ligadas a commodities no índice pode favorecer o mercado brasileiro quando os preços das matérias-primas avançam. Nesta sexta-feira, porém, a busca global por proteção restringiu uma migração mais consistente de recursos para o Brasil.

Segundo o executivo, os títulos americanos concorreram com os ativos brasileiros pela preferência dos investidores, diante da procura por segurança e previsibilidade.

Fiscal permanece no radar

No cenário doméstico, investidores continuaram atentos ao impacto das medidas de apoio aos setores afetados pelas tarifas dos Estados Unidos e à possibilidade de aumento dos gastos públicos.

Martins destacou que as dúvidas sobre a trajetória das contas públicas permanecem incorporadas aos preços dos ativos brasileiros, principalmente com a aproximação do período eleitoral.

Mesmo com o aumento da arrecadação, o avanço das despesas mantém a preocupação com a sustentabilidade fiscal e seus possíveis efeitos sobre a inflação e os juros.

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