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Mau humor externo contamina Ibovespa, que opera nos 176 mil pontos
Publicado 15/05/2026 • 12:11 | Atualizado há 5 meses
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Ibovespa
O Ibovespa abriu a sexta-feira (15) em queda, acompanhando o ambiente de aversão ao risco no exterior, com a ausência de sinais de distensão nas tensões entre Estados Unidos e Irã.
O recuo mais forte do que o esperado no volume de serviços prestados no Brasil em março também não alivia o principal indicador no inicio da sessão desta sexta-feira, diante dos riscos inflacionários impostos pela guerra no Oriente Médio. O petróleo avança cerca de 3% nesta manhã.
Ainda fica no radar o noticiário político, com foco em eventuais desdobramentos sobre a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do já liquidado Banco Master.
Não se descarta maior volatilidade com o vencimento de opções sobre ações hoje, que costuma afetar sobretudo papéis mais líquidos, como Vale e Petrobrás.
Leia também: Ibovespa e dólar ensaiam recuperação após Flávio Day 2.0; mercado prevê novas baixas
Perto das 11 horas, o petróleo Brent subia 2,8%, a US$ 108,70, e as ações da Petrobras subiam entre 1,09% (PN) e 1,60% (ON). Já o papel da Vale cedia 2,58%, contaminando todas as ações ligadas ao minério, que fechou hoje com queda de 0,67% em Dalian, na China.
Nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços caiu 1,2%. O resultado ficou bem abaixo do pisco das estimativas colhidas em pesquisa feita pelo Projeções Broadcast (-0,6%). O dado reforça a cautela com relação a um ciclo de quedas da Selic maior.
No exterior, após visita de três dias à China, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje ter fechado “grandes acordos comerciais” com o país durante reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, e indicou expectativa de aumento das compras chinesas de produtos americanos, especialmente aeronaves e soja.
Leia também: Em movimento de recuperação, Ibovespa digere tensão política e acompanha melhora nos mercados globais
Além do exterior, a cautela nos mercados do Brasil reflete também o noticiário político desta semana, conforme João Carlos Oliveira, chefe da mesa de operações do Moneycorp.
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Siga o Times | CNBCNa quarta-feira, os ativos azedaram após vazamento de áudio em que o senador, pré-candidato à Presidência, aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para concluir um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou ontem repasses dos recursos do filme ao irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos desde o ano passado.
“A dúvida é saber para onde foi o dinheiro. E, da parte de fundamentos, o dólar está se valorizando lá fora e isso afeta o real, que perde um pouco, ao mesmo tempo que o petróleo avança para US$ 108 o barril, o Brent”, diz Oliveira.
Leia também: Ibovespa se recupera e dólar volta abaixo de R$ 5 após sessão turbulenta da véspera
Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mantém o risco eleitoral no radar dos investidores. Em sua visão, a crise enfraquece a tese de alternância em 2027 que vinha sustentando ativos brasileiros, ao mesmo tempo em que o governo acelera medidas populares com custo fiscal potencial.
Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, destaca o cenário “muito diferente” para o dólar nesses últimos dois dias, rodando até abaixo dos R$ 4,90. “Tivemos uma reviravolta política que pegou o mercado e que é um dos principais pontos que tem feito a moeda subir”, diz. Às 11h13, o dólar tinha alta de 1,46%, a R$ 5,0596, após máxima em R$ 5,0761.
Na agenda externa, destaque à produção industrial dos EUA e ao índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York. O indicador subiu para 19,6 em maio, ante 11 em abril.
Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,72%, aos 178.365,86 pontos acumulando desvalorização semanal de 3,12%.
No horário citado acima, o Índice Bovespa cedia 1,06%, aos 176.466,36 pontos, ante mínima em 175.568,76 pontos (-1,57%) e abertura na máxima em 178.340,52 pontos (-0,01%).
Entre os balanços, ficam no foco os números do Nubank e MBRF, Grupo Pão de Açúcar, por exemplo
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