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Em movimento de recuperação, Ibovespa digere tensão política e acompanha melhora nos mercados globais

Publicado 14/05/2026 • 17:19 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  •  Investidores aproveitaram a desvalorização recente para recompor posições e encerrar operações vendidas, enquanto o índice segue distante da região dos 200 mil pontos e ainda pressionado pelo cenário político doméstico.
  • O avanço das bolsas internacionais após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping ajudou o mercado brasileiro, impulsionando o apetite global por risco com sinais de cooperação estratégica em inteligência artificial.
  • Analistas avaliam que o mercado continua fragilizado por incertezas políticas e econômicas, com destaque para a repercussão envolvendo Flávio Bolsonaro, inflação persistente, juros elevados e volatilidade eleitoral, o que mantém cautela entre investidores apesar do alívio momentâneo.
Ibovespa

Reprodução/Canva

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira(14) em alta de XX%, aos YYY pontos, em um movimento de respiro após a queda acentuada registrada na véspera. É a primeira alta do indicador após cinco semanas consecutivas de recuo. 

Segundo Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, a bolsa brasileira deixou de perseguir os 200 mil pontos desde 14 de abril e agora amarga a região dos 178 mil. “O comportamento de hoje é basicamente de recuperação. Ativos que caíram demais ontem passaram a ser vistos como pechinchas por parte dos investidores. Algumas posições vendidas também foram encerradas nesta sessão, trazendo fluxo comprador ao mercado”, afirma.

O índice foi beneficiado pelo avanço dos mercados internacionais, em resposta à reunião entre os presidentes dos EUA e da China, Donald Trump e Xi Jinping na parte da manhã. O encontro, tido como positivo, aliviou as expectativas no ambiente geopolítico ao passo que os países anunciaram parceria estratégica no setor de inteligência artificial. 

“Isso pode impactar positivamente as bolsas americanas e melhorar o apetite ao risco dos investidores estrangeiros. A bolsa brasileira costuma acompanhar bastante o humor de Wall Street. Então, se houver melhora lá fora, parte desse movimento pode respingar aqui. Mas, por enquanto, o dia é apenas de respiro. Nada, ainda, para ser comemorado”, explica Sant’Anna.

Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, denomina o recuo da última quarta-feira (14) como Flávio Day 2.0. Isso porque, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que concorreria ao Planalto ainda em dezembro, a bolsa caiu e o dólar teve um repique súbito, com o mercado temendo que o político tivesse poucas chances na disputa.

Ao longo dos meses, entretanto, a pré-candidatura se consolidou e, pouco a pouco, as intenções de voto do senador superaram as do atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a revelação da ligação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, o mercado reviveu o estresse. 

“Agora, o mercado está de olho na recuperação do estrago de ontem e aguarda próximas pesquisas para avaliar o desempenho de Flavio Bolsonaro para as eleições”, disse.

Na avaliação dos agentes do mercado, o índice está muito distante do patamar dos 200 mil pontos, que era quase tangível há menos de um mês. “O mercado encostou, hesitou e perdeu força. Traduzindo do economês para a vida real: o Ibovespa subiu até a porta da festa, mas ainda não recebeu autorização para entrar”, explica Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos.

Para ela, o país virou beneficiário relativo do caos global. Petróleo acima de US$ 100, commodities resilientes, juros elevados e fluxo estrangeiro transformaram o Brasil “naquele aluno mediano que começa a parecer brilhante quando o restante da sala entra em colapso”.

“O investidor local, porém, continua dividido entre fundamento e exaustão emocional. Porque inflação resistente, juros elevados e ruído político criam um ambiente onde qualquer alta parece suspeita”, conclui.

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