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Minoritários da Oncoclínicas pedem afastamento de gerência da CVM em disputa sobre OPA
Publicado 27/05/2026 • 08:25 | Atualizado há 5 meses
Publicado 27/05/2026 • 08:25 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Divulgação Oncoclínicas
Minoritários da Oncoclínicas abriram mais uma frente na disputa com a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da companhia. Reunidos na Associação Brasileira de Investimento, Crédito e Consumo (Abraicc), os acionistas apresentaram ao colegiado do órgão regulador um recurso hierárquico pedindo que os diretores revisem toda a condução do caso feita até aqui pela SRE/GER-1, uma das gerências de registro de valores mobiliários da CVM.
Além da revisão, os minoritários querem a avocação integral do processo e o afastamento da gerência responsável pelo assunto. Para a Abraicc, representada pelo Demori Claudino Advogados, a SRE/GER-1 cometeu “quebra objetiva de imparcialidade” e não reúne condições de relatar o caso. Os acionistas pedem que um membro do próprio colegiado assuma a relatoria. A informação é da coluna de Renan Setti, em O Globo.
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Pelos argumentos da associação, a gerência teria criado artificialmente um motivo para não reconhecer recurso apresentado pelos acionistas. Segundo os minoritários, houve o envio de ofício para endereço errado, com prazo de 24 horas, em momento no qual a Abraicc não tinha acesso aos autos do processo.
A disputa entre a associação e os técnicos da CVM se arrasta há semanas. Os acionistas chegaram a registrar reclamações formais à corregedoria da própria CVM e à Controladoria-Geral da União (CGU), alegando inércia do órgão regulador em relação à OPA.
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Siga o Times | CNBCO valor em disputa explica a intensidade do conflito. Os minoritários defendem que o fundo estrangeiro Centaurus realize uma OPA da Oncoclínicas a uma cotação superior a R$ 16. As ações da companhia, porém, eram negociadas a R$ 1,46 na Bolsa no momento do levantamento.
🔍 A OPA é um mecanismo de proteção ao acionista minoritário. Quando uma transação relevante ocorre entre investidores maiores, a ferramenta obriga a oferta de compra das ações dos demais investidores com base nas mesmas premissas de preço utilizadas naquela negociação, dentro de critérios definidos pela regulação.
A diretora da CVM Marina Copola informou que não poderá votar sobre o assunto. Ela se declarou impedida e apresentou duas justificativas.
A primeira envolve o escritório do qual foi sócia antes de ser nomeada para o cargo, no segundo semestre de 2023. O Yazbek Advogados assessorou a gestora dos fundos de investimento reclamantes em determinadas demandas. Marina afirmou, em sua justificativa, não ter tido contato com os casos em nenhuma ocasião.
A segunda razão remete a 2021, quando ela participou da elaboração de parecer jurídico solicitado pela própria Oncoclínicas, no contexto da oferta pública inicial de ações da companhia. Para a diretora, o evento guarda relação direta com o objeto das reclamações em análise pelo colegiado.
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