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Por que a B3 sobe enquanto tantas bolsas caem ao redor do mundo?
Publicado 21/01/2026 • 18:47 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 21/01/2026 • 18:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação/B3
Bolsa de Valores
Em um cenário global marcado por tensão geopolítica e aumento da aversão ao risco, impulsionados por declarações e movimentos de Donald Trump, os mercados internacionais operam em modo risk-off. Ainda assim, a Bolsa brasileira surpreendeu ao subir forte ontem e manter ganhos hoje, quarta-feira (21).
Analistas veem a reação como pontual e concentrada em poucas ações, especialmente blue chips, que ainda oferecem liquidez e retorno atrativo em um ambiente de incerteza.
Esse comportamento singular da B3 pode ser explicado em boa parte pela forma como o dinheiro está sendo alocado: em papéis de grande liquidez e peso no índice, considerados relativamente mais seguros em tempos de incerteza.
Um levantamento da Elos Ayta mostra precisamente esse movimento: “a Vale (VALE3) lidera com ampla vantagem, ao movimentar R$ 2,32 bilhões por dia, mais que o dobro do volume da segunda colocada, a Petrobras PN (PETR4), que registrou cerca de R$ 1,17 bilhão diários no período”. Na sequência aparecem Itaú Unibanco (ITUB4), B3 (B3SA3), Auren Energia (AXIA3), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4), destacando a forte concentração de liquidez nesses blue chips.
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Um ponto crucial por trás desse fluxo intenso em determinados papéis é a predominância do capital estrangeiro na B3: em 2025, investidores não residentes foram responsáveis por cerca de 62% do volume negociado com ações na Bolsa brasileira, segundo dados de mercado compilados pela plataforma DataWise+. Nível recorde e que reforça a importância dos estrangeiros na formação de preços e liquidez do mercado local.
Segundo Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galápagos Capital, esse movimento pode ser apenas o começo de um deslocamento mais amplo dos capitais: “Quanto mais Trump atacar, menor será a confiança nos EUA e nos títulos.
O investidor vai preferir cada vez mais o ouro e a prata, por exemplo. Por enquanto, o estrangeiro ainda busca por ações de boa valorização e de grande liquidez. Por enquanto. Se a tensão aumentar, o dinheiro vai ainda mais pra defesa.”
O comentário sugere que, embora hoje os ativos brasileiros com boa liquidez atraiam capital estrangeiro, essa preferência pode se deslocar para ativos ainda mais defensivos como metais preciosos, se as incertezas globais se intensificarem.
Na visão de analistas, o quadro atual reflete um equilíbrio tênue: por um lado, a B3 atrai fluxo em papéis de ponta justamente por sua liquidez e tamanho; por outro, a persistente tensão internacional pode fazer com que esses investimentos percam atratividade caso aumente a busca por proteção, e não por retorno, nos mercados emergentes.
Nesse contexto, o crescimento da B3 “na contramão” pode ser menos uma tendência de longo prazo e mais um reflexo de realocação de capital em um momento de aversão ao risco global.
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