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Ibovespa B3 dispara mais de 5 mil pontos, renova recordes e fecha acima dos 171 mil pontos
Publicado 21/01/2026 • 18:08 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 21/01/2026 • 18:08 | Atualizado há 9 meses
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O Ibovespa B3 protagonizou um dos pregões mais fortes de sua história nesta quarta-feira (21), ao disparar 3,33%, encerrando o dia aos 171.816,67 pontos.
O índice não apenas renovou o recorde de fechamento, como também superou pela primeira vez a marca dos 171 mil pontos, ao atingir a máxima histórica exatamente no encerramento do pregão, às 17h55, aos 171.969,01 pontos.
A alta expressiva representou um salto de mais de 5,6 mil pontos em um único dia, refletindo um ambiente amplamente favorável aos ativos brasileiros, em um movimento que combinou forte entrada de capital, queda dos juros futuros e melhora no humor global após sinalizações vindas do Fórum Econômico Mundial, em Davos.
O pregão foi marcado por apetite elevado ao risco, com os investidores aproveitando o fechamento da curva de juros para aumentar exposição a ações ligadas à economia doméstica, além das tradicionais blue chips, que voltaram a exercer papel decisivo na condução do índice.
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Petrobras (PETR4) subiu 3,28%, Vale (VALE3) avançou 3,31%, enquanto B3 (B3SA3) saltou 5,25% e Bradesco (BBDC4) ganhou 2,82%, concentrando boa parte do fluxo comprador.
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Siga o Times | CNBCO desempenho robusto ocorre em meio a um movimento global de realocação de capital, com recursos migrando de mercados desenvolvidos para emergentes, em meio às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Europa.
As declarações do presidente norte-americano Donald Trump em Davos, ao adotar um tom menos agressivo em relação ao bloco europeu, ajudaram a reduzir temores de escalada comercial, favorecendo ativos de risco.
Além do cenário externo, o Brasil se beneficia de fatores estruturais, como o elevado diferencial de juros, que torna o mercado local especialmente atrativo, e da forte exposição a commodities, em um ambiente ainda construtivo para esses ativos. Esse conjunto de fatores tem sustentado a entrada de capital estrangeiro e impulsionado o Ibovespa B3 a uma sequência inédita de recordes.
No radar doméstico, o cenário político também entrou no preço, após a divulgação de pesquisas eleitorais que indicaram reorganização das forças para a disputa presidencial de 2026. A leitura predominante no mercado é de que qualquer sinal de maior previsibilidade ou consolidação política tende a favorecer os ativos locais, sobretudo em um momento em que o investidor global busca alternativas fora dos EUA.
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