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Semana global pela frente: a rotação do setor tecnológico coloca as ações europeias de volta em jogo

Publicado 08/02/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O índice Stoxx 600 se mantém próximo de suas máximas históricas, apesar da queda acentuada do setor de tecnologia impulsionada pela inteligência artificial.
  • UniCredit e Commerzbank lideram os resultados bancários na Europa nesta semana.
  • Os grupos médicos Philips e AstraZeneca também devem divulgar seus resultados financeiros.
  • As vendas da L’Oréal estão em foco em meio à recuperação da demanda nos EUA e na China.

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Quando os Estados Unidos espirram, a Europa costuma pegar gripe. Desta vez, porém, o contágio parece mais fraco. As bolsas do continente seguem próximas das máximas históricas após sete semanas positivas em oito, mesmo com a liquidação pesada de ações ligadas a inteligência artificial e software do outro lado do Atlântico.

O contraste é evidente. Analistas do Deutsche Bank chegaram a comparar o momento atual com a bolha das pontocom de 2000, destacando que a correção em empresas expostas a IA não mostra sinais claros de arrefecimento. O índice S&P 500, referência em Wall Street, acumula queda de quase 30% desde os picos registrados em outubro de 2025.

Na Europa, por ora, o clima é outro. Investidores vêm rotacionando portfólios para setores mais defensivos e empresas ligadas à economia real, sustentando a performance do mercado acionário regional.

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Bancos apostam em M&A

A temporada de balanços adiciona volatilidade a esse cenário. Um dos destaques da semana é o UniCredit, que segue no centro do tabuleiro de fusões e aquisições na Europa. A instituição acumulou retornos próximos de 20% em participações minoritárias no Commerzbank e no Alpha Bank, da Grécia.

Em Frankfurt, a CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, voltou a esfriar rumores de combinação com o rival italiano, afirmando que uma operação só faria sentido se criasse valor para os acionistas.

Apesar do interesse em M&A, as ações do setor financeiro europeu tiveram uma semana instável e fecharam no vermelho, refletindo a cautela dos investidores com o ciclo econômico global.

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Saúde e IA sob os holofotes

Outro foco relevante é o setor de saúde. O mercado aguarda números da britânica AstraZeneca e da holandesa Philips.

A Philips tenta sustentar uma sequência positiva impulsionada pelo lançamento de novas ferramentas de inteligência artificial. Já a AstraZeneca mira expansão na China, especialmente no mercado de medicamentos para perda de peso. O pano de fundo, porém, ficou mais tenso após a forte queda das ações da rival dinamarquesa Novo Nordisk, que frustrou investidores com projeções de vendas.

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Luxo e indústria entram no jogo

Na França, a gigante de cosméticos L’Oréal divulga resultados enquanto mantém apetite por aquisições. A companhia levantou 3 bilhões de euros para financiar M&A e recentemente dobrou sua participação na suíça Galderma, negócio que deve ser concluído ainda neste trimestre.

O calendário também inclui pesos-pesados industriais e de consumo, como Mercedes-Benz, Siemens, Ferrari, Heineken, TotalEnergies e NatWest, além do britânico Barclays.

Divergência sustentável?

Para gestores globais, a grande questão é se a Europa conseguiu, de fato, se desacoplar temporariamente das turbulências americanas ou se a correção nas big techs acabará atravessando o Atlântico com mais força nas próximas semanas.

No radar do mercado, a resposta virá dos balanços. Se lucros e guidance das companhias europeias resistirem, o continente pode consolidar a imagem de porto relativamente seguro num momento em que Wall Street passa por um ajuste doloroso após anos de euforia tecnológica.

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