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Braskem afunda 11% após pressão de BB e Petrobras: volatilidade ou fragilidade financeira?
Publicado 12/02/2026 • 22:34 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 12/02/2026 • 22:34 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Divulgação/Braskem
A Braskem liderou as perdas do Ibovespa B3 nesta quinta-feira (12). As ações preferenciais caíram 11,27% e fecharam a R$ 9,61, após duas notícias pressionarem o papel: a associação do mercado a um “caso específico” de calote de R$ 3,6 bilhões na carteira do Banco do Brasil, e a decisão da Petrobras de abrir mão do direito de preferência e do tag along na venda do controle da companhia pela Novonor.
Apesar do ruído envolvendo o banco estatal, a reação não contaminou o setor financeiro. As ações do BB subiram 4,5% e encerraram o pregão a R$ 26,03.
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A tensão começou após o balanço do Banco do Brasil indicar que a inadimplência da carteira de pessoas jurídicas foi impactada por um único caso bilionário. O banco não divulgou o nome do devedor, mas o mercado associou o episódio à Braskem.
A companhia negou. Em comunicado, afirmou que “não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil” e que segue adimplente.
Para Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, a reação mistura percepção com fundamentos. Ele classifica o movimento como uma combinação de “ruído de curto prazo” com sinais reais de estresse estrutural, sobretudo pelo nível de alavancagem elevado e pelas pressões de liquidez em um ciclo petroquímico ainda fraco.
Já Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, avalia que o caso do Banco do Brasil teve efeito mais técnico do que fundamental. “Foi só uma leitura técnica de fluxo para a correção”, disse.
Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, o peso maior do pregão esteve justamente na incerteza em torno da dívida. Segundo ele, a decisão da Petrobras não consolidar a Braskem já era amplamente esperada, dado o elevado endividamento da petroquímica e o contexto de preços do petróleo, o que reduz espaço para a estatal ampliar exposição. Já a possível inadimplência seria, de fato, um elemento novo.
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Siga o Times | CNBC“Se isso realmente aconteceu… Será que pode acontecer com outras dívidas, outros vencimentos? Até aqui não se tinha notícia de default. Esse é um fato novo que está sendo precificado no momento”, afirmou.
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No mesmo dia, a Petrobras informou que não exercerá os direitos de preferência nem de tag along previstos no acordo de acionistas, permanecendo como sócia e fornecedora, mas sem ampliar participação ou assumir o controle.
A decisão libera o caminho para a transação envolvendo o fundo Shine, assessorado pela IG4 Capital, na compra da fatia hoje detida pela Novonor.
Para Uarian, o movimento tende a ser positivo no médio prazo por reduzir uma incerteza histórica de governança e abrir espaço para um novo controlador, com foco em desalavancagem e eficiência operacional. Queiroz também vê a decisão como construtiva, ao permitir a entrada de um parceiro estratégico.
O pano de fundo, porém, segue desafiador. A Braskem enfrenta spreads comprimidos no mercado petroquímico global, endividamento elevado e negociações de reestruturação com credores.
Para analistas, o curto prazo deve continuar volátil e sensível a manchetes. Já a trajetória mais consistente do papel dependerá da execução da reestruturação financeira, da transição de controle e de uma melhora gradual do setor.
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