EUA têm inflação controlada, mas preços de serviços preocupam, diz William Castro Alves, da Avenue
Publicado 06/12/2024 • 23:32 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 06/12/2024 • 23:32 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A inflação anualizada dos Estados Unidos está um pouco acima de 2%, mas a meta do Federal Reserve (o Banco Central americano) é diminuir o índice.
Segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da corretora digital Avenue, a trajetória da alta generalizada de preços é benigna, mas em dois setores específicos ainda há preocupações: nos serviços e no setor de imóveis.
Assim como no Brasil, nos EUA há diferentes índices de inflação. O Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) é usado pelo Federal Reserve como referência. O PCE anualizado ficou em 2,3% em outubro, comparado a 2,1% em setembro.
Alves afirmou que, apesar das preocupações, o cenário atual de inflação é muito mais controlado em comparação aos picos registrados no período imediatamente após a pandemia.
A taxa de juros, frequentemente usada nos EUA para financiamento a longo prazo, como na compra de imóveis, tem um papel importante na política monetária americana. Alves lembrou que indicadores como vendas de imóveis recém-construídos devem ser acompanhados de perto, pois refletem os impactos das decisões do Fed na economia real.
Ele ressaltou que a economia americana continua resiliente, mas alertou para a necessidade de monitorar fatores que podem gerar novas ondas inflacionárias, como crises globais ou mudanças bruscas no consumo. “O Fed está atento para manter a inflação sob controle, enquanto equilibra as dinâmicas de crescimento econômico”, afirmou.
A inflação nos EUA já não preocupa muito, a não ser a dos serviços.
Segundo Alves, a economia americana hoje é muito baseada em serviços, e a inflação dos serviços é considerada mais difícil de atacar.
Além disso, ele afirma, no mercado imobiliário também há alta de preços. Esses são dois pontos de atenção do mercado.
O governo do presidente eleito Donald Trump, no entanto, pode mudar a perspectiva da inflação no país. Isso por causa de duas possíveis políticas que o político do Partido Republicano pode implementar que são potencialmente inflacionárias:
Alves afirma que faz sentido para o investidor brasileiro pensar em aplicar em dólar. “Às vezes ficamos presos (aos investimentos com base na) taxa de juros elevada do Brasil é o melhor tipo de investimento, quando, na verdade, se se considerar o patrimônio em dólar, fico-se mais pobre. Posso afirmar isso porque, só nesse ,ano o dólar subiu mais de 20%”.
“Existem alternativas de investimento global para quem quer buscar proteção ou ainda rentabilidade do patrimônio aqui fora dos EUA”, afirmou.
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