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Ouro aprofunda bear market com queda de 21% desde recorde de janeiro

Publicado 24/03/2026 • 08:43 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro acumula queda de 21% desde a máxima histórica de US$ 5.594 por onça registrada no fim de janeiro
  • Pior desempenho semanal do metal precioso desde setembro de 2011 aprofunda território de bear market
  • Dólar forte, rendimentos elevados dos Treasuries e desmonte de posições alavancadas pesam sobre o preço do ouro
Ouro acumula queda de 21% desde a máxima histórica de US$ 5.594 por onça registrada no fim de janeiro

Imagem gerada pela inteligência artificial ImaGen3

Ouro acumula queda de 21% desde a máxima histórica de US$ 5.594 por onça registrada no fim de janeiro

O ouro afundou em território de bear market nesta terça-feira (24), com queda acumulada de mais de 21% desde a máxima histórica de US$ 5.594,82 por onça atingida no fim de janeiro. O metal precioso chegou a recuar 2% na sessão antes de recuperar parte das perdas, sendo negociado próximo a US$ 4.404,79 por onça-troy (cerca de 28g). Os contratos futuros para abril estavam em torno de US$ 4.358,80.

A queda da semana passada, de quase 10%, foi a mais intensa desde setembro de 2011, há 14 anos.

🔍 Nota da redação: Um bear market ocorre quando um ativo acumula queda de 20% ou mais a partir de sua máxima recente. No caso do ouro, a perda já ultrapassa esse limiar, sinalizando uma reversão do ciclo de alta que dominou o mercado do metal precioso ao longo de 2025.

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Dólar e juros como vetores da queda

O índice do dólar subia 0,5% nesta terça, pressionando ainda mais o metal cotado em dólar, que fica mais caro para detentores de outras moedas. Desde o início do conflito entre Irã e Estados Unidos, o índice acumula alta de cerca de 3%.

Os rendimentos dos Treasuries também pesaram. O yield do título americano de dez anos subia cerca de 5 pontos-base, para 4,384%, reduzindo o apelo do ouro, ativo que não paga juros.

Analistas apontam ainda a revisão das expectativas para a política monetária do Federal Reserve. A inflação persistente diminui a probabilidade de cortes agressivos de juros, o que mantém os rendimentos dos títulos em patamares elevados.

Posições desmontadas após rali de 64%

Para Rajat Bhattacharya, estrategista sênior de investimentos do Standard Chartered, o movimento segue um padrão recorrente em períodos de estresse nos mercados. “Embora o ouro tenha inicialmente se beneficiado da demanda por ativos de refúgio no início do conflito com o Irã, os preços recuaram recentemente”, disse ao Times Brasil. “Esse padrão se repete com frequência em momentos de tensão elevada, quando investidores vendem posições para cobrir chamadas de margem ou simplesmente realizam lucros onde conseguem.”

O analista destacou ainda que a recente valorização do dólar também contribuiu para reduzir a demanda pelo metal.

O ouro subiu mais de 64% no ano passado. Zavier Wong, analista de mercado da eToro, avalia que o rali recente foi impulsionado menos pela inflação do que por uma perda mais ampla de confiança, envolvendo déficits fiscais, fragmentação geopolítica e bancos centrais diversificando reservas para longe do dólar. “Após um movimento desse tamanho, algum desmonte de posições era inevitável. O ouro foi um dos ativos de melhor desempenho no último ano, e quando os mercados ficam instáveis, fundos alavancados e investidores institucionais tendem a reduzir exposição”, afirmou.

Visão de longo prazo segue positiva

Apesar do recuo, analistas do setor mantêm uma visão construtiva para o longo prazo. O argumento é que os vetores que sustentaram a alta do ouro permanecem ativos: riscos geopolíticos, preocupações fiscais e demanda contínua de bancos centrais seguem como pilares para uma eventual retomada do metal.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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