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Ouro recua a US$ 4.142 com inflação e juros dos EUA no radar
Publicado 20/10/2026 • 15:51 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 20/10/2026 • 15:51 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
A cautela com a inflação nos Estados Unidos e a proximidade da reunião do Federal Reserve (Fed) pressionaram o ouro nesta terça-feira (20). O contrato para dezembro terminou o pregão em queda de 0,42%, cotado a US$ 4.142,60 (R$ 20,8 mil) por onça-troy na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York.
Enquanto o ouro perdeu valor, a prata seguiu em direção oposta. O contrato para dezembro avançou 1,27% e encerrou a sessão a US$ 58,00 (R$ 291) por onça-troy.
Leia também: Ouro fecha em alta nos EUA, mas perde 0,8% na semana; prata cai 6%
Os investidores aguardam a decisão de política monetária do Fed na próxima semana. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta predominante é de manutenção das taxas neste mês, seguida de uma alta de 25 pontos-base em dezembro.
Ao longo da manhã, o ouro chegou a reduzir as perdas após uma mudança de direção nos preços do petróleo. Os contratos do WTI e do Brent passaram a cair depois de o jornal israelense N12 informar que Washington teria aprovado uma proposta do Paquistão relacionada ao conflito entre Estados Unidos e Irã.
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Siga o Times | CNBCO movimento também enfraqueceu o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, oferecendo sustentação temporária ao metal precioso.
Leia também: Fed prevê nova alta de juros neste ano, mas não indica quando
A ANZ Research apontou que a liquidez do mercado está mais baixa nesta semana, diante da falta de consenso entre operadores sobre os próximos passos dos juros americanos. Taxas mais altas costumam diminuir a atratividade do ouro, que não paga juros aos investidores.
Para analistas do Saxo Bank, o ouro continua oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita, com resistência importante próxima de US$ 4.230 (R$ 21,2 mil) por onça-troy.
Na avaliação do banco, as pressões macroeconômicas convivem com a procura persistente pelo metal como proteção contra riscos fiscais e geopolíticos, mantendo o mercado dividido entre fatores de baixa e de sustentação dos preços.
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