CNBC

CNBCAnthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots

Investimentos

Capital Sustentável: Stablecoins podem fortalecer dólar na disputa global, avalia Carlo Pereira

Publicado 21/10/2026 • 20:58 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Carlo Pereira afirma que o avanço das stablecoins atreladas ao dólar pode ampliar a influência financeira dos Estados Unidos.
  • Especialista destaca que a tecnologia blockchain permite rastrear transações, mas exige regras para coibir operações ilícitas.
  • Regulação de corretoras no Brasil busca dar segurança ao mercado, embora restrições possam afetar a agilidade das transferências.

A expansão das stablecoins lastreadas no dólar pode reforçar a posição dos Estados Unidos no sistema financeiro internacional, mesmo diante dos movimentos de desdolarização, avaliou Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e comentarista do quadro Capital Sustentável, nesta quarta-feira (21) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Na análise de Carlo Pereira, o avanço da tokenização de ativos e das moedas digitais privadas favorece a demanda pela moeda americana. “O que a gente vê é que 94% das stablecoins existentes estão atreladas ao dólar”, afirmou, ao observar que os ativos usados como reservas incluem títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Leia também: Cripto Brasil: stablecoins avançam em pagamentos internacionais e reforçam demanda por dólar

“Os Estados Unidos, na verdade, se fortalecem porque essas moedas estão usando exatamente o dólar como lastro”, disse Carlo Pereira. O especialista relacionou esse cenário à disputa econômica entre grandes potências e às iniciativas de países que procuram reduzir a dependência do dólar.

Blockchain, descentralização e fiscalização

O comentarista lembrou que o bitcoin surgiu após a crise financeira de 2008, em meio à perda de confiança no sistema bancário. Segundo ele, a proposta de realizar transferências sem a intermediação tradicional se apoia no blockchain, tecnologia que mantém registros das operações.

Para Carlo Pereira, a possibilidade de rastrear movimentações não elimina as dificuldades de fiscalização de um mercado descentralizado. “Como é descentralizado, não necessariamente você vai monitorar”, explicou, ao comentar o uso de ativos digitais tanto em operações regulares quanto em atividades ilícitas.

Leia também: Como funciona a regulamentação das criptomoedas no Brasil e no mundo

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O especialista também contestou a percepção de que as criptomoedas servem principalmente ao crime. “Tem um preconceito muito grande para com elas”, afirmou. Ele estimou que no máximo 1% das operações seja ilícito, ressalvando que, pelo volume financeiro movimentado, essa parcela ainda é relevante.

Regras brasileiras e velocidade das operações

Na entrevista, Carlo Pereira destacou a importância de exigir que plataformas de negociação de criptoativos, inclusive estrangeiras que operam no Brasil, se adequem às normas locais. Para ele, essa estruturação pode ampliar a proteção dos usuários e a capacidade de acompanhamento das transações.

“Isso traz mais segurança”, disse o comentarista, ao citar tanto a integridade do sistema quanto a arrecadação tributária. Segundo ele, grande parte dos recursos movimentados por investidores e empresas já é declarada e regularizada.

Por outro lado, Carlo Pereira questionou uma regra mencionada na entrevista que, segundo sua descrição, exigiria a retenção por 24 horas de transferências superiores a US$ 10 mil. O especialista argumentou que medidas desse tipo podem comprometer uma das principais vantagens dos ativos digitais: a liquidação rápida.

Leia também: Regulação acelera uso de stablecoins em pagamentos internacionais, diz CEO da Lumx

“A graça do Pix é ser imediato. Então, a graça dessas moedas é isso também, ser imediato”, afirmou Carlo Pereira. Para o comentarista, o desafio da regulação é combater o crime organizado e garantir tributação adequada sem eliminar os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Investimentos