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Tesouro Reserva ou ‘caixinhas’ de bancos: qual vale a pena guardar sua reserva de emergência?
Publicado 11/02/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/02/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
Tesouro Reserva vs “caixinhas” de bancos
O Tesouro Nacional deve lançar, na primeira semana de março de 2026, um novo título público voltado ao pequeno investidor e ao uso como reserva de emergência. Batizado de Tesouro Reserva, o papel permitirá aplicações e resgates 24 horas por dia, todos os dias da semana, com liquidação via Pix.
A iniciativa faz parte da reformulação do Tesouro Direto e busca competir diretamente com produtos de liquidez imediata oferecidos por bancos e fintechs, como as chamadas “caixinhas”.
Leia também: Tesouro Reserva vale mais a pena que o Tesouro Selic? Veja as diferenças
Segundo a publicação realizada pelo Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC, o Tesouro Reserva será um título pós-fixado, atrelado à taxa Selic, com vencimento de três anos e possibilidade de resgate a qualquer momento.
A principal diferença em relação aos demais títulos públicos é a ausência de marcação a mercado. Na prática, isso significa que o investidor não verá oscilações negativas no saldo ao resgatar antes do vencimento.
Outro ponto central é o acesso, o valor unitário do título será de R$ 10, mas o sistema permitirá aplicações fracionadas a partir de R$ 1.
Leia também: Título do Tesouro venceu? Entenda como funciona o reinvestimento automático
A negociação contínua, inclusive à noite, em fins de semana e feriados, aproxima o funcionamento do produto ao de soluções bancárias usadas no dia a dia.
As “caixinhas” se popularizaram nos últimos anos como uma forma simples de separar dinheiro para objetivos específicos, geralmente investido em CDBs ou fundos de renda fixa. Elas oferecem liquidez diária, interface intuitiva e, em alguns casos, rendimento próximo ou superior a 100% do CDI.
O Tesouro Reserva tenta entregar a mesma experiência de simplicidade e liquidez, mas com um diferencial importante, que é o risco.
Enquanto as caixinhas dependem da solidez da instituição financeira emissora e, quando lastreadas em CDBs, contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil por CPF e por instituição, o Tesouro Reserva tem risco soberano, considerado o mais baixo do mercado brasileiro. O motivo é que o governo precisa honrar sua fama de bom pagador, portanto a chance de calote aos investidores é mínima.
“Caixinhas são ótimas se o banco já oferecer mais de 100% CDI, mas perdem em garantia ilimitada”, afirma Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital. “Tesouro Reserva elimina risco de falência da instituição (ao contrário de CDBs/caixinhas).”
Leia também: Tesouro Reserva: o que é e como funciona o novo título da B3?
Ao eliminar a marcação a mercado, o novo título busca resolver um dos principais receios de investidores iniciantes, a sensação de perda ao ver o saldo variar, mesmo que temporariamente. No Tesouro Reserva, o resgate antecipado garante o valor investido acrescido da remuneração acumulada pela Selic até o momento da retirada.
Essa previsibilidade aproxima o produto da lógica das caixinhas e da poupança, mas com potencial de rendimento maior em cenários de juros elevados. Em contrapartida, diferentemente da poupança, o Tesouro Reserva estará sujeito à tributação do Imposto de Renda, conforme a tabela regressiva.
A liquidação via Pix é outro elemento-chave da disputa. Assim como ocorre nas caixinhas, o investidor poderá acessar o dinheiro de forma praticamente imediata, sem depender do horário bancário ou de dias úteis.
Para o Tesouro Nacional, o modelo 24×7 também amplia o alcance do programa, especialmente entre pessoas que concentram suas operações financeiras no celular e fora do horário comercial, segundo o blog Bora Investir, do B3.
Leia também: Novo concorrente da poupança e das “caixinhas”: vale a pena investir no Tesouro Reserva?
Apesar do desenho já apresentado, alguns pontos seguem pendentes e serão decisivos na comparação direta com as caixinhas. Entre eles estão o percentual exato de remuneração em relação à Selic, as taxas cobradas pelas instituições intermediárias e as condições finais de acesso para diferentes perfis de investidor.
Esses detalhes vão determinar se o Tesouro Reserva será apenas uma alternativa adicional ou se, de fato, vai provocar uma migração relevante de recursos hoje aplicados em produtos bancários de liquidez diária.
Com mais de 3 milhões de investidores ativos e crescimento acelerado nos últimos anos, o Tesouro Direto aposta que a combinação de baixo valor inicial, liquidez imediata e previsibilidade pode ampliar ainda mais sua base.
Leia também: Como investir no Tesouro Direto com apenas R$ 1? Conheça o Tesouro Reserva
Para bancos e fintechs, o Tesouro Reserva surge como um concorrente direto em um dos segmentos mais disputados do mercado: o dinheiro do dia a dia, usado como reserva de segurança.
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