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Amazon demite funcionário suspenso após protestar contra trabalho da empresa com Israel
Publicado 13/10/2025 • 22:51 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/10/2025 • 22:51 | Atualizado há 2 meses
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Pexels | Divulgação/Amazon | Ian Fogg/Flickr
A Amazon demitiu o engenheiro palestino Ahmed Shahrour, que estava suspenso desde setembro após protestar contra o envolvimento da empresa com o governo de Israel.
Shahrour, que atuava como engenheiro de software no setor Whole Foods, em Seattle (EUA), recebeu nesta segunda-feira (13) um e-mail informando sua demissão definitiva.
Em setembro, quando o funcionário foi suspenso, a Amazon alegou que a medida se devia a mensagens publicadas por ele no Slack interno, nas quais criticava os laços da empresa com Israel.
A Amazon informou que a decisão de demitir Ahmed Shahrour foi tomada após a conclusão de uma investigação interna, que apontou violações aos padrões de conduta da empresa, à política de comunicação escrita e às regras de uso aceitável.
Segundo a companhia, o engenheiro “usou recursos da empresa de forma inadequada, inclusive postando várias mensagens sem relação com o trabalho sobre o conflito entre Israel e Palestina”.
Em mensagem obtida pela CNBC, um funcionário do departamento de Recursos Humanos comunicou formalmente o desligamento:
“Nas próximas 24 horas você receberá um e-mail com informações detalhadas sobre seu desligamento, incluindo detalhes sobre seus benefícios e o acerto final. Agradecemos pelas contribuições durante o tempo que você esteve na Amazon e desejamos sucesso nos seus próximos passos.”
Um grupo de funcionários ligado a Ahmed Shahrour divulgou um comunicado à imprensa nesta segunda-feira (13) afirmando que o engenheiro foi demitido após cinco semanas de suspensão “por protestar contra o contrato de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,56 bilhões) da Amazon com o governo e as Forças Armadas de Israel, conhecido como Projeto Nimbus”. Segundo o grupo, Shahrour denunciou que o acordo representa colaboração no genocídio em andamento em Gaza.
O engenheiro havia pedido que a Amazon encerrasse o contrato, que envolve o fornecimento de ferramentas de inteligência artificial, centros de dados e infraestrutura tecnológica ao governo israelense. Além das manifestações internas, Shahrour também protestou publicamente e distribuiu panfletos na sede da empresa, em Seattle.
Em nota à CNBC, Shahrour classificou sua demissão como “um ato claro de retaliação, feito para silenciar vozes palestinas dentro da Amazon e proteger a colaboração da empresa no genocídio da fiscalização interna.”
O porta-voz da Amazon, Brad Glasser, afirmou em nota à CNBC que a empresa “não tolera discriminação, assédio ou qualquer tipo de comportamento ou linguagem ameaçadora em seu ambiente de trabalho”.
A declaração reforça a posição da companhia de que a demissão de Ahmed Shahrour se deu por violação das políticas internas, e não por motivação política ou ideológica.
“Quando algum comportamento desse tipo é relatado, investigamos e tomamos as medidas cabíveis conforme o resultado”, afirmou Glasser.
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A dispensa do engenheiro coincidiu com o primeiro dia do novo acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que prevê a libertação dos primeiros sete reféns israelenses sobreviventes e a soltura de quase 2.000 detentos palestinos ao longo do dia — um processo mediado com o apoio direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, teve início quando militantes do Hamas atacaram o sul de Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando centenas de reféns. Desde então, Israel conduz uma ofensiva militar contínua, que já deixou mais de 67 mil palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza — entre eles, milhares de civis.
No setor de tecnologia, cresce a mobilização de trabalhadores contrários à cooperação com as Forças Armadas de Israel.
Na quinta-feira (10), o engenheiro da Microsoft, Scott Sutfin-Glowski, pediu demissão após 13 anos na empresa, afirmando que não poderia mais contribuir para o que considera “as piores atrocidades do nosso tempo”.
Em carta interna, ele citou reportagem da Associated Press que revelou que o exército israelense possui ao menos 635 licenças ativas da Microsoft, e criticou a falta de diálogo dos executivos sobre o conflito.
A Microsoft já havia demitido dois funcionários em agosto por protestos realizados dentro da sede. Em abril de 2024, o Google também dispensou 28 funcionários que protestavam contra o envolvimento da empresa no Projeto Nimbus.
O Projeto Nimbus, avaliado em US$ 1,2 bilhão, é um contrato conjunto entre o governo de Israel, a Amazon e o Google, que prevê o fornecimento de infraestrutura de nuvem, inteligência artificial e data centers.
A Amazon nunca confirmou oficialmente os detalhes do acordo, limitando-se a declarar que fornece tecnologia a clientes “onde quer que estejam”. Já o Google afirma que seus serviços são de “computação em nuvem de uso geral”, e não direcionados a operações secretas ou militares.
Por sua vez, a Microsoft declarou em agosto que a maior parte de seu trabalho com as Forças Armadas de Israel envolve cibersegurança, reiterando que busca atuar de forma ética e responsável.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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