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Andy Burnham, favorito ao cargo de premiê britânico, apresenta hoje sua agenda econômica
Publicado 29/06/2026 • 08:10 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 29/06/2026 • 08:10 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Keir Starmer e Andy Burnham
O favorito para assumir o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, apresentará nesta segunda-feira (29) sua agenda econômica, no primeiro grande anúncio de políticas desde a renúncia de Keir Starmer ao cargo de premiê na semana passada.
Atualmente, Burnham é o único candidato à sucessão de Starmer. Caso não enfrente adversários, o ex-prefeito da Grande Manchester poderá assumir o cargo de primeiro-ministro já em meados de julho.
Durante sua campanha para se tornar deputado neste mês, Burnham evitou detalhar sua agenda econômica, especialmente sobre uma possível guinada do Partido Trabalhista à esquerda.
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O discurso, que deve ser realizado em um museu em Manchester, onde concentra sua base política, deverá apresentar sua política econômica e demonstrar que está preparado para liderar o governo após uma década afastado de Westminster.
Considerado um socialista pró-negócios e representante da ala conhecida como “esquerda moderada” do Partido Trabalhista, Andy Burnham buscou tranquilizar os mercados ao afirmar que manterá os atuais limites de endividamento do governo.
O ministro Steve Reed afirmou à Sky News, no domingo, que, embora possam ocorrer “conversas” sobre algumas políticas, Burnham está “comprometido” com o manifesto que garantiu a Starmer uma ampla maioria nas eleições gerais realizadas há dois anos.
Como prefeito e agora candidato a primeiro-ministro, Burnham tem defendido a descentralização do poder, com maior autonomia para autoridades locais decidirem sobre áreas como transporte e habitação.
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Segundo seu gabinete de imprensa, a principal proposta do discurso será promover “a maior transferência de poder para fora de Whitehall nos tempos modernos”, ampliando a tomada de decisões por regiões e comunidades locais.
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Siga o Times | CNBCBurnham também pretende propor a criação da chamada “No. 10 North”, iniciativa destinada a coordenar o processo de descentralização, em referência ao endereço oficial do primeiro-ministro britânico na Downing Street.
O objetivo é substituir um modelo centralizado por um crescimento econômico impulsionado pelas próprias localidades.
Criador do termo “Manchesterism”, definido por ele como um socialismo favorável aos negócios, Burnham critica a economia baseada no efeito cascata e o neoliberalismo.
Na tentativa de ampliar recursos e investimentos para o norte mais pobre da Inglaterra, Burnham pretende transferir parte das operações do governo para Manchester, segundo informações publicadas pelo Financial Times e outros veículos britânicos.
Entre suas posições econômicas mais definidas está a defesa de maior “controle público” sobre serviços como transporte, água e energia.
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Durante a campanha, Burnham também se apresentou como defensor das pequenas empresas e propôs reduzir os impostos cobrados de pubs e casas de música.
Desde a renúncia de Starmer, a imprensa britânica e o setor empresarial intensificaram as especulações sobre quem será indicado por Burnham para comandar o Ministério das Finanças, escolha que poderá indicar o grau de alinhamento de seu governo à esquerda e ao nacionalismo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou o tema, classificando Burnham como um político “extremamente liberal” e afirmando que ele provavelmente “não abrirá” o Mar do Norte para novas perfurações de petróleo e gás.
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