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Bolsas da Europa recuam com pressão sobre chips e crise política na França

Publicado 20/10/2026 • 14:51 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Ações de empresas ligadas à inteligência artificial pressionaram as bolsas europeias, com perdas expressivas entre fabricantes de semicondutores.
  • Queda do petróleo trouxe algum alívio aos investidores após notícia de proposta diplomática para encerrar o conflito no Oriente Médio.
  • Instabilidade política na França e novos toques de recolher ampliaram a cautela com os títulos públicos e as perspectivas econômicas do país.

A desvalorização das empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial (IA) conduziu a maioria das bolsas europeias ao campo negativo nesta terça-feira (20). O receio sobre os riscos dos investimentos no setor se somou à incerteza geopolítica no Oriente Médio e à instabilidade política francesa.

O movimento atingiu principalmente as fabricantes de equipamentos para semicondutores. Em Amsterdã, a ASML Holding perdeu 2,5%, enquanto a ASM International caiu 2% e a BE Semiconductor recuou 3,2%. A pressão acompanhou a fraqueza global dos papéis associados à infraestrutura de IA.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,29%, aos 10.733,00 pontos, e o CAC 40, de Paris, recuou 0,38%, aos 7.838,49 pontos. O DAX, de Frankfurt, cedeu 0,05%, aos 25.306,77 pontos. Os dados de fechamento são preliminares.

Leia também: Chips impulsionam bolsas da Europa, mas petróleo limita ganhos

Petróleo recua após notícia sobre proposta diplomática

A queda do petróleo ofereceu algum suporte ao apetite por risco depois de o jornal israelense N12 informar que o Paquistão apresentou uma proposta para resolver o conflito, aprovada pelos Estados Unidos e aceita preliminarmente pelo Irã.

A baixa da commodity, porém, afetou as ações do setor de energia. A Shell terminou com perda de 0,7%, enquanto a TotalEnergies cedeu 0,5%, acompanhando o recuo dos preços do petróleo.

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Nos demais mercados, o FTSE MIB, de Milão, caiu 0,03%, aos 49.071,37 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, perdeu 0,67%, aos 9.331,24 pontos. Madri foi a exceção positiva: o Ibex 35 avançou 0,37%, aos 19.110,20 pontos. As cotações também são preliminares.

Leia também: Bolsas da Europa avançam com recuperação da tecnologia e petróleo em queda

França mantém investidores em alerta

A crise política francesa acrescentou uma nova fonte de cautela ao pregão. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou novos toques de recolher em regiões nas quais as autoridades consideram a medida necessária, em meio à agitação social.

“A agitação social certamente não favorece o sentimento em relação aos títulos públicos franceses (OATs)”, afirmou o Commerzbank, ao comentar os efeitos do cenário interno sobre a percepção dos investidores.

A Muzinich & Co avalia que o impasse político e a proximidade das eleições de 2027 dificultam a adoção de medidas corretivas na França, prolongando a incerteza. Nesse ambiente, as ações dos bancos Société Générale, Crédit Agricole e BNP Paribas tiveram variações pouco significativas.

Leia também: Nobel de Economia diz que França pode ter se tornado “grande demais para ser salva”

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