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Conflitos e instabilidade no Brasil levam milionários a migrar patrimônio para Dubai
Publicado 16/07/2025 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/07/2025 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Conflitos e insegurança no Brasil têm levado um número crescente de milionários a buscar alternativas no exterior para proteger seu patrimônio. A previsão da Henley & Partners é que 9.800 milionários devem migrar para os Emirados Árabes Unidos em 2025, um aumento de mais de 30% em relação ao ano anterior.
“Esses conflitos políticos e comerciais aumentam a percepção de risco que esses milionários têm de manter patrimônio e bens no Brasil”, afirmou Kath Zagatti, head de Private Clients e Family Offices da M/HQ, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ela, o perfil de quem busca relocar recursos para fora inclui brasileiros com alguma exposição internacional prévia — como contas em bancos suíços e americanos, e estruturas jurídicas em países como Panamá, Uruguai e Ilhas Virgens Britânicas. Esses indivíduos buscam diversificação de portfólio, mitigação de riscos e jurisdições com estabilidade jurídica e econômica.
Kath afirmou que os Emirados Árabes Unidos oferecem opções avançadas de estruturação patrimonial e sucessória, como trusts, fundações, holdings, testamentos, fundos de investimento e family offices. Também mencionou que a obtenção de residência no país é um atrativo para empresários que já estruturam recursos no exterior.
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O aumento de impostos no Brasil, associado à instabilidade política e à complexidade regulatória, tem acelerado esse movimento. “A questão do tarifaço ajuda e incentiva eles a migrarem pela insatisfação que têm aqui”, disse.
Dubai e Abu Dhabi também se destacam pela qualidade de vida, com segurança, escolas internacionais e infraestrutura urbana. Dubai, inclusive, foi classificada como a cidade mais segura do mundo em 2025.
Entre os destinos que competem com os Emirados para atração de milionários, Kath cita Mônaco, Panamá, Ilhas Cayman e Singapura. No entanto, observa que Dubai possui maior credibilidade perante os bancos internacionais. “Tenho muitos clientes migrando o family office de Singapura para os Emirados, porque lá o compliance é muito rigoroso”, afirmou.
No que se refere aos family offices, Kath explicou que qualquer família com patrimônio pode estruturar esse tipo de entidade, mas que os clientes dela geralmente iniciam a partir de US$ 1 milhão. Segundo ela, o Brasil vive um crescimento nesse setor, embora ainda careça de uma estrutura legal específica.
“Lá fora, principalmente em Dubai, a estrutura de Family Office é estratégica, com legislação própria e licenças específicas. No Brasil, falta regulação e o sistema tributário é um entrave”, concluiu.
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