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Café, petróleo bruto e flores de corte: os produtos colombianos que podem ficar mais caros com as tarifas de Trump
Publicado 26/01/2025 • 21:48 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 26/01/2025 • 21:48 | Atualizado há 12 meses
Donald Trump
Fotos Públicas
As novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump sobre produtos colombianos podem aumentar o preço de itens que os americanos compram diariamente. Além disso, Trump afirmou que as tarifas aumentarão para 50% em uma semana.
Uma tarifa é, basicamente, um imposto cobrado sobre mercadorias quando elas entram em um país. Embora a empresa importadora pague esse imposto, o custo geralmente é repassado aos consumidores na forma de preços mais altos.
Embora a Colômbia não esteja entre os maiores parceiros comerciais dos EUA, tarifas elevadas ainda podem impactar bilhões de dólares em atividade econômica. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o comércio bilateral total entre os dois países foi de US$ 53,5 bilhões em 2022, com os EUA registrando um superávit comercial de US$ 3,9 bilhões.
De acordo com o Observatory of Economic Complexity (OEC), o petróleo bruto foi a maior exportação da Colômbia para os EUA, totalizando aproximadamente US$ 6 bilhões em 2022.
Além disso, o café foi o segundo maior item exportado, somando US$ 1,8 bilhão. A Colômbia é responsável por cerca de 20% do café importado pelos EUA, ficando atrás apenas do Brasil como maior fornecedor.
As tarifas sobre o café podem impactar os consumidores americanos, que já enfrentaram aumentos nos preços da bebida. Em 2024, o preço do café subiu 3,8%, acima da taxa geral de inflação, segundo o Bureau of Labor Statistics.
Flores de corte foram o terceiro maior item importado da Colômbia, somando US$ 1,6 bilhão. Outros itens frequentemente enviados da Colômbia para os EUA incluem ouro e estruturas de alumínio.
As tarifas sobre a Colômbia são um efeito colateral da repressão do governo Trump contra imigrantes indocumentados nos EUA. México e Brasil estão entre os países que levantaram objeções aos planos dos EUA de deportar imigrantes para seus países de origem.
Durante sua campanha, Trump defendeu as tarifas como uma forma de gerar receita para o governo e forçar outros países a aderirem às políticas dos EUA.
“Não permitiremos que o governo colombiano viole suas obrigações legais em relação à aceitação e retorno dos criminosos que eles forçaram a entrar nos Estados Unidos”, disse Trump em uma postagem no Truth Social.
Enquanto isso, a China tem aumentado suas relações comerciais com a Colômbia, tornando-se o segundo maior parceiro comercial do país. O surgimento de uma disputa comercial entre os EUA e a Colômbia pode abrir caminho para a China, que busca o petróleo e o café colombianos.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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