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CEO do Carrefour condena ataques a lojas na França e cobra proteção aos comerciantes
Publicado 19/10/2026 • 11:10 | Atualizado há 38 minutos
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Publicado 19/10/2026 • 11:10 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
Foto: Redes Sociais
O presidente-executivo do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, manifestou indignação com os saques e atos de vandalismo registrados contra estabelecimentos comerciais na França durante o fim de semana de 17 e 18 de outubro de 2026. Em publicação nas redes sociais, o executivo informou que 50 lojas da companhia foram atingidas pelos distúrbios e cobrou das autoridades medidas para proteger os comerciantes e responsabilizar os envolvidos nos ataques.
“Há tristeza, mas também raiva diante do que nossas ruas nos oferecem esta manhã: comércios devastados, funcionários profundamente chocados, clientes consternados”, declarou Bompard, ao relatar a situação encontrada após os protestos.
Segundo o dirigente, entre as unidades afetadas estão 19 supermercados e lojas de proximidade que sofreram saques e destruição. Os ataques ocorreram em diferentes regiões do país, incluindo Paris, Rennes, Lille e Bordeaux.
A manifestação de Bompard ocorreu em meio à onda de protestos contra o aumento do custo de vida, a inflação e as condições dos serviços públicos. As mobilizações reuniram centenas de milhares de pessoas em cidades francesas, mas também foram acompanhadas por confrontos com as forças de segurança, incêndios e depredações.
Na publicação, o presidente-executivo destacou que as consequências dos ataques vão além dos danos às instalações. Segundo ele, a paralisação das atividades deverá afetar trabalhadores e comerciantes que dependem do funcionamento dos estabelecimentos.
“Por trás dessas destruições, há também consequências humanas e econômicas consideráveis”, afirmou.
Bompard informou que dezenas de funcionários de parceiros franqueados terão de entrar em regime de desemprego parcial, devido à impossibilidade de manter as operações em determinadas unidades.
O executivo estimou que os custos de recuperação das lojas ultrapassarão 10 milhões de euros. Parte dos estabelecimentos já iniciou os trabalhos de reparação, mas aqueles que sofreram danos mais graves poderão permanecer sem atendimento ao público por um período prolongado.
“Para as lojas mais duramente atingidas, os trabalhos serão, infelizmente, longos, e algumas permanecerão fechadas por um tempo indeterminado”, disse.
Leia também: França enfrenta pior onda de protestos em anos, enquanto governo tenta meios de cortar mais gastos
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Siga o Times | CNBCDiante dos prejuízos, Bompard defendeu a aceleração dos procedimentos de indenização para os comerciantes afetados. Ele sugeriu a adoção de mecanismos semelhantes aos utilizados em situações de catástrofes naturais, com o objetivo de facilitar a liberação dos recursos necessários à recuperação dos estabelecimentos.
O presidente-executivo ressaltou que os danos ao comércio não se limitaram à rede Carrefour. Em sua publicação, mencionou cerca de 1.500 lojas de outras marcas e comerciantes que também teriam sido vítimas da violência.
Ao condenar os ataques, Bompard pediu uma resposta rigorosa contra os responsáveis.
“Nada pode justificar tais violências. Aqueles que atacam assim a ferramenta de trabalho de empreendedores corajosos e de suas equipes devem ser alvo de uma resposta sem complacência”, declarou. O dirigente encerrou sua manifestação com uma cobrança direta ao poder público: “A República deve proteger seus comerciantes”.
Bompard também relatou ter acompanhado a situação de diretores de unidades atingidas pelos ataques, aos quais manifestou solidariedade em nome do Grupo Carrefour.
Na mensagem, ele destacou a mobilização das equipes para recuperar os estabelecimentos e restabelecer o atendimento aos consumidores. “Quero saudar a coragem e o compromisso de nossas equipes, já a trabalhar esta manhã para restaurar as lojas e retomar o contato com seus clientes o mais rápido possível”, afirmou.
A declaração foi divulgada após um fim de semana marcado por episódios de violência em diversas cidades francesas. Mais de 1.800 pessoas foram detidas e centenas de policiais e bombeiros ficaram feridos.
A onda de manifestações teve início em setembro, com reivindicações de estudantes por melhorias na educação, e posteriormente incorporou demandas relacionadas ao poder de compra e às condições econômicas do país.
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