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Chef em Nova York troca alta gastronomia por trabalho em cozinhas residenciais
Publicado 01/01/2026 • 06:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 01/01/2026 • 06:30 | Atualizado há 3 horas
Valentina Duarte | CNBC Make It
Antes de se mudar para a cidade de Nova York em 2013, Cintia Diaz não tinha nenhuma experiência profissional em culinária em seu currículo. Em casa, na República Dominicana, ela cozinhava para a família, mas não tinha familiaridade com o setor de restaurantes.
Em Nova York, isso mudou rapidamente. Ao longo dos anos, Diaz assumiu diferentes funções em restaurantes, atuando como garçonete, bartender, maître e hostess.
“Eu queria aprender mais sobre absolutamente todas as funções do setor”, contou ela à CNBC Make It.
Hoje, aos 33 anos, ela soma experiência em mais duas áreas: atualmente é chef particular e educadora culinária. Em 2025, teve uma renda bruta de aproximadamente US$ 66.220.
“No momento, meu negócio está em um lugar muito bom, e estou feliz com o rumo que ele está tomando”, afirma.
Depois de passar por diversos empregos em restaurantes em seus primeiros anos em Nova York, Diaz migrou para o segmento de alta gastronomia por volta de 2017 e, em seguida, cursou um bacharelado em gestão hoteleira.
Naquela época, seu objetivo era trabalhar em cargos de liderança, gerenciando restaurantes. No entanto, após alguns anos no setor, ela passou a buscar um equilíbrio mais saudável entre trabalho e vida pessoal e sentiu que ser chef particular poderia oferecer isso. Para seguir esse caminho, voltou a estudar e fez um curso técnico (associate degree) em artes culinárias, com foco em prática de cozinha.
“Ser chef permite explorar o que são refeições equilibradas, como comer de forma mais saudável e como compartilhar esse conhecimento com outras pessoas”, diz Diaz. “Sempre fui muito curiosa sobre como o corpo reage a diferentes refeições e como alimentamos o corpo. A comida é medicina.”
Diaz começou a trabalhar como chef particular em 2021. Ela oferece serviços de preparo de refeições (meal prep) e jantares privados. Atualmente, atende em média quatro a cinco clientes de meal prep por semana e realiza dois a três jantares privados por mês. Os clientes chegam principalmente por indicações e por plataformas de agendamento como Solette e Take a Chef.
Além de atuar como chef particular, Diaz também ensina aulas de culinária para crianças em escolas locais, por meio de uma organização de educação culinária. Segundo ela, ensinar vem de forma natural, já que seus pais são professores.
“Eu gosto de trabalhar com crianças; gosto de ensinar”, afirma. “Cresci nesse ambiente, e isso é algo que realmente me dá prazer.”
Para clientes de preparo de refeições, Diaz geralmente prepara comida suficiente para quatro a cinco dias de uma só vez. Ela trabalha junto com cada cliente para montar o cardápio e definir quantas refeições e quais momentos do dia serão atendidos.
“Meu foco é baseado no que o cliente precisa: exigências, preferências, cultura e estilo de vida”, explica. “Clientes diferentes têm preferências e necessidades diferentes, inclusive em relação à família.”
Ela faz as compras online antes de ir à casa do cliente ou passa no supermercado antes de cozinhar. Depois de preparar, etiquetar e armazenar as refeições, limpa a cozinha e mantém contato com o cliente até o próximo atendimento. Uma das vantagens de ser chef particular, segundo Diaz, é ter um contato mais direto com a pessoa para quem está cozinhando. Outra vantagem é a flexibilidade.
Quando trabalhava em restaurantes, ela conciliava dois ou três empregos ao mesmo tempo que cursava a faculdade. Juntos, trabalho e estudo consumiam 50 a 60 horas por semana, segundo sua estimativa. Hoje, Diaz afirma trabalhar entre 20 e 25 horas semanais.
“Eu realmente gosto da liberdade de poder construir meu próprio estilo de vida, meu próprio horário e ser criativa no meu ambiente de trabalho”, diz. “Há semanas ou meses em que decido ter uma agenda mais leve. Em outros momentos, escolho trabalhar um pouco mais.”
Ainda assim, ela reconhece que existe uma falta de consistência em ser chef particular.
“Às vezes você tem uma semana cheia, mas na semana seguinte o ritmo pode ser um pouco mais lento”, explica.
Os preços de Diaz para o serviço de preparo de refeições variam entre US$ 250 (aproximadamente R$ 1,3 mil) e US$ 450 (R$ 2,4 mil) por atendimento, sem incluir o custo dos alimentos, dependendo da quantidade de comida, do número de pessoas e do nível de trabalho exigido pelo cardápio. Para jantares privados, ela cobra entre US$ 110 (R$ 604,35) e US$ 300 (R$ 1,6 mil). Já pelas aulas de culinária, ganha entre US$ 90 (R$ 494,36) e US$ 275 (R$ 1,5 mil) por aula.
Como utiliza principalmente os utensílios das cozinhas dos clientes, seus principais custos fixos são uma conta de telefone de US$ 56 (R$ 307,62) por mês e um cartão semanal de transporte público de US$ 34 (R$ 186,76).
“Acho que dá para viver confortavelmente em Nova York com o dinheiro que ganho como chef particular”, afirma. Diaz mora com o namorado e diz que dividir as despesas ajuda a fazer o dinheiro render mais.
“Não acho que esteja nos meus planos trabalhar como chef em restaurante”, diz ela. “Tenho flexibilidade de horários e liberdade para trabalhar nas faixas que eu quero, com as horas que eu quero, ganhando a mesma renda que teria trabalhando em um restaurante.”
Em casa, na própria cozinha, Diaz continua cozinhando e preparando refeições para ela e o namorado nos fins de semana, geralmente pratos da culinária dominicana. Trabalhar com isso não diminuiu seu amor pela cozinha.
“É como meu pequeno projeto científico, no qual posso ajustar coisas, criar, e se não der certo, simplesmente tento de novo até funcionar”, diz. “É muito bonito criar algo com as próprias mãos, e o resultado é algo que você realmente pode aproveitar.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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