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Indústria da China recua em novembro com demanda fraca e perda de fôlego nos serviços
Publicado 30/11/2025 • 11:40 | Atualizado há 19 minutos
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Publicado 30/11/2025 • 11:40 | Atualizado há 19 minutos
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Indústria da China
Indústria da China
A atividade industrial da China voltou a apresentar melhora em novembro, mas permaneceu em contração pelo oitavo mês seguido, segundo dados oficiais divulgados neste domingo (30). O recuo dos serviços após o fim dos feriados também mostrou perda de ritmo no lado não industrial da economia.
O índice de gerentes de compras (PMI) da manufatura subiu para 49,2, alta de 0,2 ponto em relação a outubro. Mesmo assim, o indicador segue abaixo da linha de 50 pontos, que separa expansão de contração. O PMI não industrial caiu para 49,5, baixa de 0,6 ponto, enquanto o índice composto ficou em 49,7.
A produção industrial da China ganhou leve impulso, com o índice de produção atingindo 50 pontos e novos pedidos avançando para 49,2. Pequenas empresas mostraram recuperação, com seu PMI subindo para 49,1 — o maior em quase seis meses. Fabricantes médios também registraram alta, para 48,9, enquanto grandes grupos recuaram para 49,3.
O setor de alta tecnologia seguiu como ponto positivo, permanecendo em expansão pelo décimo mês consecutivo, com leitura de 50,1. Já fabricantes de equipamentos e bens de consumo voltaram à contração. As indústrias intensivas em energia tiveram melhora, alcançando 48,4.
A confiança também mostrou leve alta. O índice que mede expectativas de produção e negócios subiu para 53,1, com setores como fundição de metais não ferrosos e equipamentos aeroespaciais registrando projeções acima de 57.
No setor não industrial, serviços e construção desaceleraram após o impulso temporário dos feriados de Golden Week, realizados entre 1º e 8 de outubro. O segmento de serviços caiu para 49,5, mas algumas áreas mantiveram atividade elevada, como transporte ferroviário, telecomunicações, transmissão por satélite e serviços financeiros — todos acima de 55.
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Os setores ligados ao mercado imobiliário seguiram fracos, com atividade abaixo de 50. A construção registrou leve avanço, chegando a 49,6, apoiada por expectativas mais favoráveis de curto prazo, com o índice de sentimento do setor avançando para 57,9.
Novos pedidos nos serviços ficaram em 45,7, indicando demanda menor. Custos de insumos subiram para 50,4 e preços cobrados, embora ainda negativos, reduziram o ritmo de queda.
O emprego na manufatura subiu para 48,4, enquanto o setor não industrial avançou para 45,3. Os prazos de entrega dos fornecedores para fábricas melhoraram, atingindo 50,1.
Os PMIs da China são calculados a partir de entrevistas com cerca de 3.200 fabricantes e 4.300 empresas de serviços e construção, e são considerados um termômetro antecipado do ritmo da economia.
A indústria chinesa sente os efeitos dos novos tarifários implementados pelos Estados Unidos desde abril, quando o governo norte-americano elevou taxas sobre produtos chineses. O impacto aparece nos lucros industriais, que caíram 5,5% em outubro — pior resultado desde junho.
Apesar disso, os lucros acumulados de janeiro a outubro ainda registraram alta de 1,9%, embora menor que a observada nos primeiros nove meses do ano. O crescimento da economia da China também perdeu força, com avanço de 4,8% no terceiro trimestre.
As tensões comerciais tiveram nova escalada em outubro, quando Washington ameaçou impor tarifas de 100%. Um acordo fechado no fim do mês na Coreia do Sul reduziu tarifas ligadas a produtos químicos e suspendeu, por um ano, restrições chinesas sobre terras raras. Também reabriu a compra chinesa de soja e outros produtos agrícolas dos EUA.
Mesmo com a trégua, a demanda doméstica segue fraca. A desaceleração prolongada do setor imobiliário e o mercado de trabalho pressionam o consumo. Pequim tem adotado medidas graduais para estimular a economia, com foco em ampliar o consumo e fortalecer a produção de tecnologia, mas evita novos pacotes de estímulos amplos para manter a meta de crescimento em torno de 5%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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