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China pede a México que abandone ‘práticas protecionistas’ em disputa tarifária
Publicado 11/12/2025 • 10:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/12/2025 • 10:30 | Atualizado há 2 meses
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Wikimedia Commons
Porto de Vera Cruz, México
O Ministério do Comércio da China apelou ao México que corrija “práticas unilaterais e protecionistas” o mais rápido possível, afirmando que aumentos tarifários anunciados pelo país latino-americano prejudicam os interesses chineses. Embora as tarifas aprovadas pelo Congresso mexicano na quarta-feira (10/12) tenham sido reduzidas em relação ao anúncio inicial, elas ainda ferem os interesses nacionais da China, disse o ministério em seu site nesta quinta-feira (11/12).
Na quarta-feira, o Senado do México ratificou uma legislação que aplica tarifas de importação de até 50% em mais de 1.400 mercadorias de nações asiáticas sem tratado de livre comércio. Com foco primordial na produção chinesa, a nova regra impacta diversos setores, como o têxtil, o metalúrgico e o automotivo.
A China prosseguirá com a investigação sobre barreiras comerciais e de investimento do México, aberta em setembro, após o governo mexicano anunciar planos de elevar tarifas sobre importações de bens de países sem acordo de livre-comércio com o México. A proposta inicial, voltada a fortalecer indústrias locais e substituir importações da Ásia, afetava cerca de US$ 52 bilhões em compras, informou à época o Ministério da Economia mexicano.
“Esses produtos já tinham tarifa…o que faremos é elevá-la até o teto permitido pela Organização Mundial do Comércio”, disse o ministro da Economia, Marcelo Ebrard.
Os investimentos chineses no México cresceram nos últimos anos, ampliando o comércio bilateral. Mas a enxurrada de exportações chinesas também ameaça a virada do México para a manufatura de alto valor agregado, e aumenta a pressão da administração Trump por uma postura comercial mais dura.
Pequim já havia advertido o México a reconsiderar os aumentos e feito ameaça de retaliação. Segundo o ministério chinês, os reajustes podem até atender à próxima revisão do acordo EUA-México-Canadá (USMCA), mas nenhum pacto deve vir às custas do comércio global ou lesar interesses legítimos da China.
Nesta semana, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o USMCA poderá ganhar nova configuração após ser renegociado em 2026. A pasta chinesa disse valorizar os laços com o México e esperar que o país trabalhe com Pequim para resolver diferenças e aprofundar a cooperação. “Esperamos que o México leve essas preocupações a sério e proceda com cautela”, acrescentou.
O México tem acordos de livre-comércio com mais de 50 países, incluindo o Japão. Entre aqueles com os quais não tem acordo, a China desponta como um dos maiores exportadores. Outros destaques são Coreia do Sul e Índia. Fonte: Dow Jones Newswires.
Leia mais:
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Aprovação no México
A nova legislação entrará em vigor em 2026 e tem potencial para gerar uma receita extra de 52 bilhões de pesos (US$ 2,8 bilhões), conforme cálculos do governo. A votação encerrou com o apoio de 76 senadores, a rejeição de 5 e a abstenção de outros 35.
“Impulsionada pelo significativo desequilíbrio na balança comercial a favor dos chineses, a aprovação elevou a tensão bilateral. O Ministério do Comércio da China condenou a iniciativa e insinuou o risco de contra-ataques focados no cobre, um dos principais produtos vendidos pelo México ao exterior.
Com os veículos chineses alcançando 20% de participação de mercado, a tarifa de 50% foi desenhada para defender a produção local frente a essa escalada nas importações.
Índia
A decisão do México de elevar as tarifas para até 50% afetará US$ 1 bilhão em exportações de grandes montadoras instaladas na Índia, incluindo Volkswagen e Hyundai, apesar do lobby da indústria para persuadir Nova Délhi a impedir tal medida, segundo duas fontes e uma carta de um grupo do setor analisada pela Reuters.
O imposto de importação sobre carros subirá de 20% para 50%, desferindo um duro golpe nos maiores exportadores de veículos da Índia para o México, incluindo Volkswagen, Hyundai, Nissan e Maruti Suzuki.
A Sociedade de Fabricantes de Automóveis da Índia, um grupo do setor que conta com VW, Hyundai e Suzuki entre seus membros, instou o Ministério do Comércio da Índia em novembro a pressionar o México para “manter o status quo” nas tarifas sobre veículos enviados da Índia, de acordo com uma cópia da carta.
O aumento das tarifas pode forçar as montadoras indianas a reavaliar estratégias que dependem do México, que é o terceiro maior mercado de exportação de carros da Índia, atrás apenas da África do Sul e da Arábia Saudita.
Os fabricantes de automóveis na Índia têm apostado nas exportações para garantir a maximização da produção e obter economia de escala. Alguns também dependem das vendas externas para compensar a desaceleração do mercado interno ou melhorar as margens – uma estratégia de negócios que talvez precise ser reformulada.
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