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Citi dá passo decisivo para deixar varejo no México; entenda
Publicado 16/12/2025 • 20:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/12/2025 • 20:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação Citi
O Citigroup anunciou nesta quarta-feira (16) a conclusão da venda de uma participação de aproximadamente 25% no Grupo Financiero Banamex para uma empresa controlada pelo bilionário mexicano Fernando Chico Pardo e membros de sua família. Com o fechamento da operação, Chico Pardo passa a ocupar a presidência do conselho do Banamex.
A transação, anunciada em setembro, recebeu na terça-feira (15) as aprovações necessárias dos reguladores financeiros e antitruste do México, cumprindo todas as condições para o fechamento.
Segundo o Citi, a operação faz parte de sua estratégia global de desinvestimento do varejo bancário em diversos mercados, incluindo o México, com o objetivo de concentrar capital em negócios de maior rentabilidade, como banco de investimento, corporate banking e wealth management, nas principais praças financeiras globais.
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Ao vender apenas 25% do Banamex neste momento e manter o plano de abertura de capital para o restante da participação, o Citi busca precificar o ativo de forma gradual, o que reduz riscos políticos e regulatórios em torno de um banco considerado simbólico e sensível no México.
A fatia negociada corresponde a cerca de 520 milhões de ações, por aproximadamente 42 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 2,3 bilhões), o que implica um múltiplo de cerca de 0,8 vez o valor patrimonial (price-to-book) local.
Com a nova estrutura, Manuel Romo permanece como CEO do Grupo Financiero Banamex, enquanto Ignacio Deschamps continua como chairman do Banco Nacional de México, a entidade operacional.
Para o Citi, a venda representa um passo intermediário no processo de saída do varejo mexicano. O banco reforça que segue comprometido com o país por meio de suas operações institucionais, atendendo grandes empresas, mercado de capitais e investment banking.
A estratégia está alinhada ao plano anunciado em 2021, que prevê a saída do varejo em diversos países para liberar capital, elevar o retorno sobre o patrimônio (ROE) e reduzir custos até 2026, com foco em regiões e segmentos considerados “core”, como Ásia, Oriente Médio e gestão de fortunas.
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A CEO do Citi, Jane Fraser, afirmou que a transação “avança nossa prioridade estratégica de desinvestir do Banamex” e coloca o banco “nas mãos de um dos investidores mais bem-sucedidos do México”, ao mesmo tempo em que o Citi “redobra” seu compromisso com o país.
Fernando Chico Pardo é um dos empresários mais conhecidos do México. Ele é fundador da gestora de private equity Promecap e presidente do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), concessionário de aeroportos como Cancún, com histórico de investimentos em infraestrutura, logística e transportes.
Ao assumir a posição de maior acionista privado individual do Banamex, Chico Pardo funciona como um “selo local” para o banco, após anos de pressão política para que a instituição voltasse a ter controle mexicano.
“Tenho orgulho de liderar isso com meus filhos, garantindo que o Banamex permaneça um pilar do futuro do México”, afirmou o empresário.
Fundado no século XIX, o Banamex é um dos bancos mais antigos e emblemáticos do país, mas perdeu escala após a separação formal dos ativos do Citi em 2024, quando o balanço encolheu cerca de um terço e o grupo caiu posições no ranking de ativos do sistema financeiro mexicano.
A chamada “remexicanização” do capital ocorre em um contexto em que o governo vinha sinalizando preferência por compradores locais e acompanhando de perto o destino de uma instituição vista como ícone nacional, o que ajuda a explicar a escolha por um investidor mexicano de perfil institucional e discreto.
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O Citi reafirmou que a abertura de capital do restante do Banamex continua sendo a principal alternativa, mas sem cronograma definido. Segundo o banco, decisões sobre timing, estrutura e tamanho da oferta dependerão das condições de mercado e das autorizações regulatórias.
Para o Banamex, a presença de um acionista de referência com comando local deve fortalecer a narrativa do IPO, com foco em retomada do crescimento em crédito e serviços, investimentos em tecnologia e uma governança clara para investidores de longo prazo.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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