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Conflito no Oriente Médio pressiona custos e exportações do agronegócio brasileiro, analisa especialista
Publicado 01/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/03/2026 • 16:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O conflito em curso no Oriente Médio tem impactos diretos sobre o agronegócio brasileiro, setor estratégico para exportações de soja, milho, açúcar e carnes.
Alê Delara, diretor da Pine Agronegócios, detalhou os efeitos sobre custos, logística e margens de produção em entrevista ao vivo neste domingo.
Segundo Delara, “tudo aquilo que está relacionado a custos de produção, independente da cultura, poderá ter um impacto devido à importância tanto do Irã quanto da região”. Ele ressalta que cerca de 45% do enxofre negociado globalmente e 30% da ureia passam pelo Estreito de Hormuz.
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O Brasil importa 15% da ureia que consome do Irã e quase 20% da amônia, insumos essenciais para fertilizantes nitrogenados. “Israel é o quarto maior fornecedor de KCL, de cloreto de potássio, muito utilizado na soja. Israel sofrendo ataques também, deveremos ter uma reação de preços mais altos”, acrescenta.
Além do aumento do preço de fertilizantes, Delara destaca impactos na logística: “os fretes irão disparar, as coberturas de seguro das embarcações terão um reajuste muito forte, isso impacta no preço de aquisição desses produtos”. O especialista lembra que navios já estão ancorados no Golfo Pérsico e na costa de Omã, refletindo a percepção de risco crescente.
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O impacto se estende às exportações brasileiras. O Irã é o maior comprador de milho brasileiro, absorvendo cerca de 25% do volume exportado. Carnes bovinas, farelo de soja e óleo de soja também têm o Oriente Médio como destino estratégico. “Todos os fertilizantes podem sentir esses impactos”, reforça Delara.
No varejo, os efeitos podem se manifestar em fases: inicialmente, maior oferta interna de proteínas poderia pressionar preços para baixo; em seguida, a redução de produção levaria à alta de preços. A variação do câmbio também influencia custos e importações, afetando potencialmente a inflação e decisões de política monetária.
O especialista conclui que, embora haja incerteza sobre a duração do conflito, os impactos já são sentidos tanto nos custos de produção quanto na logística e no comércio internacional, tornando essencial o acompanhamento próximo do setor agro nos próximos meses.
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