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CNBCÀs vésperas do encontro de investidores em Omaha, ações da Berkshire Hathaway enfrentam incerteza

Conflito no Oriente Médio

Guerra no Irã reforça risco de alta de juros pelo BCE, diz dirigente

Publicado 02/05/2026 • 02:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A guerra no Irã tornou “cada vez mais provável” uma futura elevação de juros pelo Banco Central Europeu, segundo Madis Muller, dirigente do BCE e presidente do BC da Estônia.
  • O choque nos preços da energia ainda tem impacto econômico difícil de medir, mas pode pesar sobre o crescimento da zona do euro e manter custos elevados por mais tempo.
  • Apesar da incerteza, Muller afirmou que os mercados confiam na capacidade do BCE de manter a inflação próxima de 2% no longo prazo.

A possibilidade de alta de juros na zona do euro ganhou força após entrar no debate da decisão de abril do Banco Central Europeu (BCE). Para Madis Muller, dirigente da instituição e presidente do BC da Estônia, o cenário de guerra no Oriente Médio torna o aperto monetário “cada vez mais provável”.

Em publicação em blog nesta sexta-feira (1º), Muller afirmou que ainda é difícil medir o impacto econômico da guerra com o Irã e do choque provocado nos preços da energia.

Segundo ele, uma questão central para decidir se o BCE deverá ou não elevar juros será entender como esse choque energético afetará o crescimento econômico.

Energia cara pode durar mais

Para Muller, não há uma solução rápida à vista para a guerra no Oriente Médio, o que torna “mais evidente” a possibilidade de preços de energia elevados por um período prolongado.

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Esse quadro, segundo o dirigente, ajuda a explicar por que a chance de aperto monetário voltou a ganhar força no debate do banco central da zona do euro.

Crescimento deve perder fôlego

O dirigente afirmou que, por causa da guerra, o crescimento no bloco deve permanecer mais lento do que o previsto no curto prazo.

Ele citou a redução das expectativas das empresas em relação ao crescimento dos pedidos e a forte deterioração da confiança do consumidor como sinais de enfraquecimento da atividade.

Consumo pode ficar abaixo do esperado

Com a piora das expectativas, Muller avalia que o consumo também poderá ser mais fraco do que o esperado.

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Ainda assim, ele afirmou que os mercados financeiros “não têm dúvidas” de que o BCE conseguirá manter a inflação próxima de 2% no longo prazo.

Segundo o dirigente, o banco central, comandado por Christine Lagarde, está preparado para tomar as decisões necessárias para cumprir essa meta.

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