CNBC
Flávio Bolsonaro e Lula

CNBCBrasil vota em eleição crucial em meio à rivalidade entre EUA e China e aumento da dívida

Conflito no Oriente Médio

Irã diz aos EUA que guerra no Oriente Médio não terá solução militar

Publicado 04/10/2026 • 15:50 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • O Irã afirmou que não há solução militar para a guerra contra os Estados Unidos e defendeu negociações para encerrar o conflito.
  • O Estreito de Ormuz continua no centro do impasse, enquanto Teerã condiciona a reabertura da rota ao atendimento de uma série de exigências.
  • Washington reduziu os ataques nas últimas semanas, mas reforçou sua presença militar na região e mantém a pressão econômica sobre o Irã.

Foto: Ali Shaigan / Creative Commons

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo que não haverá uma solução militar para a guerra dos Estados Unidos contra a República Islâmica, em meio ao aparente impasse nas negociações para encerrar o conflito.

A campanha de intensos bombardeios iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no fim de fevereiro não conseguiu levar a guerra a uma conclusão decisiva. Nas últimas semanas, Washington reduziu as operações militares e passou a priorizar a pressão econômica.

No centro das divergências está a tentativa iraniana de bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo. Neste domingo, uma agência marítima britânica informou que outro navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida.

Leia também: Mais navios-tanque são atingidos no Oriente Médio enquanto Irã reafirma condições para reabrir Estreito de Ormuz

“Se nossos inimigos escolherem novamente o caminho do confronto militar, nossa resposta será mais forte do que antes, e nos defenderemos com ainda mais força”, declarou Araghchi durante um encontro com embaixadores estrangeiros.

“Não há solução militar, nem qualquer solução baseada em novas sanções”, acrescentou o chanceler, afirmando que “somente negociações baseadas em justiça e equidade” poderão encerrar o conflito.

Estreito de Ormuz mantém negociações sob pressão

Os dois lados chegaram em junho a um memorando de entendimento que estabeleceu as bases para uma solução permanente, mas os ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz levaram os Estados Unidos a retomar operações militares.

Leia também: Irã eleva pressão sobre Emirados em disputa por ilhas estratégicas no Golfo

Desde o início da guerra, o Irã tenta impor seu controle sobre a estratégica rota marítima, atacando embarcações que procuram atravessá-la sem autorização de Teerã.

Os Estados Unidos responderam impondo seu próprio bloqueio aos portos iranianos e também atacaram embarcações que, segundo Washington, tentaram violar a medida.

Neste domingo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um navio-tanque no Estreito de Ormuz “relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido, causando danos à casa de máquinas”. A tripulação está segura e não foi registrado impacto ambiental.

A agência não informou a data do incidente nem a origem ou o destino da embarcação. Também não esclareceu se o navio atingido transportava petróleo ou gás natural liquefeito (GNL).

Leia também: EUA expulsam dois integrantes de delegação iraniana após Assembleia da ONU

Teerã apresenta condições para reabrir o estreito

Autoridades iranianas e americanas realizaram na semana passada negociações indiretas à margem da Assembleia Geral da ONU, e Teerã afirmou ter apresentado sete condições para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Entre as exigências iranianas estão um cessar-fogo em todo o Oriente Médio, o desbloqueio de ativos do país no exterior, o fim das sanções ao setor de petróleo e a suspensão do bloqueio naval americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, mas manteve aberta tanto a possibilidade de novas negociações quanto a retomada de operações militares.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou neste domingo que os Estados Unidos já transmitiram sua posição sobre a proposta e que as considerações estão sendo analisadas por Teerã.

Leia também: Trump sugere possível ligação do copiloto de voo da Flydubai com o Irã

“Os americanos, por meio de intermediários, também transmitiram suas opiniões sobre essa proposta, e essas posições estão sendo examinadas internamente pelos canais e procedimentos relevantes”, disse Gharibabadi a jornalistas, segundo a agência estatal IRNA.

“Quando a posição final da República Islâmica do Irã estiver pronta, as medidas apropriadas serão tomadas. Ao mesmo tempo, a República Islâmica do Irã também está se preparando para qualquer outro cenário possível”, acrescentou.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, classificou a mais recente contraproposta americana como estando “em linha com as propostas anteriores” de Washington relacionadas às questões nucleares.

Leia também: Tesouro dos EUA sanciona setores automotivo e ferroviário do Irã em nova ofensiva econômica

“Deixamos claro que estamos concentrados na questão do Estreito de Ormuz”, disse Baqaei. Segundo ele, a reabertura da rota exige “o fim das interrupções ao tráfego marítimo comercial iraniano e a suspensão das sanções”.

EUA reforçam presença militar na região

Estados Unidos e Israel sustentam que a guerra é necessária para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, objetivo que Teerã nega há muito tempo perseguir. O foco, porém, rapidamente passou para a reabertura de Ormuz depois que o fechamento da rota provocou fortes impactos nos mercados globais de energia.

Os Estados Unidos não atacam o Irã desde 1º de setembro, mas recentemente iniciaram um novo reforço de sua presença militar na região.

Segundo o site americano Axios, Washington enviou baterias adicionais de mísseis Patriot para Arábia Saudita e Catar, com o objetivo de ajudar a proteger instalações estratégicas de energia contra uma possível retaliação iraniana.

Leia também: Trump ameaça Irã e exige acordo com os EUA: ‘Ou não existirá mais’

O Axios também informou que o porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque seguem em direção ao Oriente Médio, onde poderão se juntar a outros dois grupos de porta-aviões americanos que já estão na região.

Ainda segundo o Axios, integrantes de primeiro escalão do governo Trump se reuniram na sexta-feira para discutir a guerra contra o Irã e o conflito no Iêmen, onde os houthis, apoiados por Teerã, combatem forças do governo e realizam ataques contra a Arábia Saudita.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Conflito no Oriente Médio