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Irã diz aos EUA que guerra no Oriente Médio não terá solução militar
Publicado 04/10/2026 • 15:50 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 04/10/2026 • 15:50 | Atualizado há 53 minutos
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Foto: Ali Shaigan / Creative Commons
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo que não haverá uma solução militar para a guerra dos Estados Unidos contra a República Islâmica, em meio ao aparente impasse nas negociações para encerrar o conflito.
A campanha de intensos bombardeios iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no fim de fevereiro não conseguiu levar a guerra a uma conclusão decisiva. Nas últimas semanas, Washington reduziu as operações militares e passou a priorizar a pressão econômica.
No centro das divergências está a tentativa iraniana de bloquear o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo. Neste domingo, uma agência marítima britânica informou que outro navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida.
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“Se nossos inimigos escolherem novamente o caminho do confronto militar, nossa resposta será mais forte do que antes, e nos defenderemos com ainda mais força”, declarou Araghchi durante um encontro com embaixadores estrangeiros.
“Não há solução militar, nem qualquer solução baseada em novas sanções”, acrescentou o chanceler, afirmando que “somente negociações baseadas em justiça e equidade” poderão encerrar o conflito.
Estreito de Ormuz mantém negociações sob pressão
Os dois lados chegaram em junho a um memorando de entendimento que estabeleceu as bases para uma solução permanente, mas os ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz levaram os Estados Unidos a retomar operações militares.
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Desde o início da guerra, o Irã tenta impor seu controle sobre a estratégica rota marítima, atacando embarcações que procuram atravessá-la sem autorização de Teerã.
Os Estados Unidos responderam impondo seu próprio bloqueio aos portos iranianos e também atacaram embarcações que, segundo Washington, tentaram violar a medida.
Neste domingo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um navio-tanque no Estreito de Ormuz “relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido, causando danos à casa de máquinas”. A tripulação está segura e não foi registrado impacto ambiental.
A agência não informou a data do incidente nem a origem ou o destino da embarcação. Também não esclareceu se o navio atingido transportava petróleo ou gás natural liquefeito (GNL).
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Autoridades iranianas e americanas realizaram na semana passada negociações indiretas à margem da Assembleia Geral da ONU, e Teerã afirmou ter apresentado sete condições para a reabertura do Estreito de Ormuz.
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Siga o Times | CNBCEntre as exigências iranianas estão um cessar-fogo em todo o Oriente Médio, o desbloqueio de ativos do país no exterior, o fim das sanções ao setor de petróleo e a suspensão do bloqueio naval americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, mas manteve aberta tanto a possibilidade de novas negociações quanto a retomada de operações militares.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou neste domingo que os Estados Unidos já transmitiram sua posição sobre a proposta e que as considerações estão sendo analisadas por Teerã.
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“Os americanos, por meio de intermediários, também transmitiram suas opiniões sobre essa proposta, e essas posições estão sendo examinadas internamente pelos canais e procedimentos relevantes”, disse Gharibabadi a jornalistas, segundo a agência estatal IRNA.
“Quando a posição final da República Islâmica do Irã estiver pronta, as medidas apropriadas serão tomadas. Ao mesmo tempo, a República Islâmica do Irã também está se preparando para qualquer outro cenário possível”, acrescentou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, classificou a mais recente contraproposta americana como estando “em linha com as propostas anteriores” de Washington relacionadas às questões nucleares.
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“Deixamos claro que estamos concentrados na questão do Estreito de Ormuz”, disse Baqaei. Segundo ele, a reabertura da rota exige “o fim das interrupções ao tráfego marítimo comercial iraniano e a suspensão das sanções”.
Estados Unidos e Israel sustentam que a guerra é necessária para impedir que o Irã obtenha armas nucleares, objetivo que Teerã nega há muito tempo perseguir. O foco, porém, rapidamente passou para a reabertura de Ormuz depois que o fechamento da rota provocou fortes impactos nos mercados globais de energia.
Os Estados Unidos não atacam o Irã desde 1º de setembro, mas recentemente iniciaram um novo reforço de sua presença militar na região.
Segundo o site americano Axios, Washington enviou baterias adicionais de mísseis Patriot para Arábia Saudita e Catar, com o objetivo de ajudar a proteger instalações estratégicas de energia contra uma possível retaliação iraniana.
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O Axios também informou que o porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque seguem em direção ao Oriente Médio, onde poderão se juntar a outros dois grupos de porta-aviões americanos que já estão na região.
Ainda segundo o Axios, integrantes de primeiro escalão do governo Trump se reuniram na sexta-feira para discutir a guerra contra o Irã e o conflito no Iêmen, onde os houthis, apoiados por Teerã, combatem forças do governo e realizam ataques contra a Arábia Saudita.
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