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Mais navios-tanque são atingidos no Oriente Médio enquanto Irã reafirma condições para reabrir Estreito de Ormuz
Publicado 04/10/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/10/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
Pelo menos duas embarcações foram atingidas no fim de semana em águas próximas a Omã e ao Irã, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, enquanto Teerã reafirmou neste domingo que o Estreito de Ormuz não será reaberto enquanto suas condições para encerrar a guerra com os Estados Unidos não forem atendidas.
No sábado, o órgão britânico de segurança marítima informou ter recebido um relato de que um navio-tanque de petróleo bruto havia sido atingido por um projétil desconhecido a quatro milhas náuticas a leste de Omã. No domingo, outro navio-tanque teria sido atingido de forma semelhante no Estreito de Ormuz, causando danos à sala de máquinas.
Ataques contra embarcações no estreito, por onde passava cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo antes do início da guerra liderada pelos Estados Unidos e por Israel, em 28 de fevereiro, vêm ocorrendo regularmente há semanas.
“O Estreito de Ormuz não será aberto até que as sete condições do Irã, baseadas no Memorando de Islamabad, sejam cumpridas, e o Irã não vai administrar sua segurança nacional com base em publicações de autoridades americanas no X”, afirmou neste domingo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo a agência estatal iraniana Nour News.
Leia também: Maersk mantém desvio do Estreito de Ormuz em meio à volatilidade no Oriente Médio
O presidente Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian assinaram em junho um acordo provisório, conhecido como Memorando de Entendimento de Islamabad, que resultou em uma breve pausa nos combates.
Entre as condições de Teerã para permitir que navios trafeguem livremente pelo Estreito de Ormuz estão o fim dos “atos de agressão” dos Estados Unidos, o encerramento do bloqueio naval americano aos portos iranianos e da guerra econômica, além da liberação de ativos iranianos.
Uma das principais exigências dos Estados Unidos é que o Irã desmonte seu programa de armas nucleares.
Enquanto isso, a infraestrutura energética da Arábia Saudita teria sido novamente alvo de ataques.
A Reuters informou no sábado que os houthis, grupo alinhado ao Irã no Iêmen, afirmaram ter atacado uma instalação da gigante petrolífera saudita Aramco na capital Riad com mísseis balísticos e drones. O grupo disse que o ataque foi uma retaliação aos ataques sauditas contra Sanaa e outras províncias do Iêmen.
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Siga o Times | CNBCUma grande coluna de fumaça e fogo se elevou sobre a instalação, segundo uma testemunha citada pela Reuters.
As autoridades sauditas não comentaram o ataque. A Aramco não respondeu imediatamente ao pedido de comentário enviado pela CNBC por e-mail.
Se confirmado, o ataque representaria a mais recente escalada no que, na prática, se tornou uma segunda frente da guerra com o Irã.
Leia também: Irã afirma que atingiu embarcações americanas e petroleiros no Estreito de Ormuz em retaliação a ataques; EUA negam
Alguns investidores afirmam esperar que os combates em larga escala sejam retomados no Oriente Médio.
“A situação é fluida e volátil. Para mim, à medida que acompanhamos e analisamos o cenário, não é uma questão de se o conflito será retomado em força total, mas de quando isso acontecerá”, afirmou Bader Al-Saif, presidente e fundador da Al-Saif Consulting, ao programa Access Middle East, da CNBC, na sexta-feira.
Os ataques em andamento e a possibilidade de uma nova escalada elevaram os preços da energia nas últimas semanas, aumentando as expectativas de inflação global e pressionando para cima os custos de financiamento dos governos.
Relatos de que os Estados Unidos estão enviando um terceiro grupo de ataque de porta-aviões ao Oriente Médio, acompanhado de uma força anfíbia com 2 mil fuzileiros navais, fizeram os preços do petróleo subirem na quinta-feira. Na sexta, porém, os preços recuaram, depois que os países do G7 anunciaram a liberação de estoques de diesel e petróleo bruto para aliviar o impacto sobre os consumidores.
Os contratos futuros do Brent, referência internacional, recuaram 6 centavos e fecharam a US$ 102,25 por barril. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) caiu US$ 1,76, para US$ 91,11 por barril.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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