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Conflito no Oriente Médio

Israel amplia ataques a Teerã e Beirute; conflito se intensifica e pressiona mercados globais

Publicado 17/03/2026 • 08:38 | Atualizado há 1 hora

Foto: HUSSEIN MALLA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

06/03/2026 Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, no Líbano, nesta sexta- feira, 6 de março de 2026. Intensos ataques aéreos lançados por Israel atingiram as capitais do Irã e do Líbano nesta sexta. As forças israelenses confirmaram o início de uma "uma onda de ataques em larga escala" contra Teerã. Em Beirute, os alvos foram redutos do Hezbollah.

Israel realizou nesta terça-feira (17) uma nova rodada de bombardeios em larga escala contra Teerã e posições do Hezbollah no sul de Beirute, no 18º dia da guerra no Oriente Médio. A escalada também atingiu Bagdá, alvo de uma série de ataques ao longo do dia.

Em pouco mais de duas semanas de conflito — iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irã — o número de mortos supera 2.200, concentrados principalmente no Irã e no Líbano, segundo autoridades locais.

A deterioração do cenário geopolítico tem impacto direto nos mercados globais. O aumento das tensões elevou o preço do petróleo, com o barril girando em torno de US$ 100, em meio ao temor de interrupções no fornecimento.

Na capital iraquiana, um ataque com míssil atingiu uma residência no bairro de Jadriya e deixou quatro mortos. Segundo fontes de grupos pró-Irã, o local abrigava assessores militares iranianos. A embaixada dos Estados Unidos também foi alvo de dois ataques em poucas horas, entre segunda e terça-feira, incluindo a interceptação de um projétil pela defesa aérea e a queda de um drone dentro do complexo diplomático.

Ainda em Bagdá, um projétil atingiu o teto de um hotel na Zona Verde — área fortemente protegida — provocando incêndio.

Israel afirmou ter conduzido “uma onda de ataques em larga escala” contra a infraestrutura do regime iraniano em Teerã, além de novas ofensivas contra alvos do Hezbollah em Beirute. A agência estatal libanesa informou que três bairros da capital foram atingidos, incluindo um edifício residencial.

Em resposta, o Hezbollah declarou ter atacado tropas e tanques israelenses no sul do Líbano.

O conflito também se espalha por outros países da região. Um míssil interceptado causou a morte de um civil em Abu Dhabi. Já a zona petrolífera de Fujairah foi atingida por drones, provocando incêndio.

A ampliação do confronto preocupa pelo risco de interrupção de rotas estratégicas. O Irã mantém bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar aliados, especialmente europeus, a atuarem para garantir a navegação na região. O apelo, no entanto, foi rejeitado por países como Alemanha, Japão e Austrália.

No campo humanitário, o impacto já é significativo. Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano desde o início dos bombardeios.

A instabilidade também começa a afetar outras áreas. A seleção de futebol do Irã, classificada para a Copa do Mundo de 2026, negocia com a Fifa a transferência de seus jogos para o México, alegando falta de garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.

O avanço do conflito e sua disseminação regional aumentam o risco de um choque mais amplo, com efeitos diretos sobre energia, comércio global e confiança dos investidores.

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