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Irã ameaça fechar estreito de Bab al-Mandeb: o que pode acontecer com o comércio global
Publicado 06/04/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 06/04/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Freepik
Irã ameaça fechar estreito de Bab al-Mandeb: o que pode acontecer com o comércio global
O petróleo e outros recursos estratégicos, como gás natural e fertilizantes, seguem no centro das tensões no Oriente Médio. Os confrontos entre os Estados Unidos e o Irã levaram ao bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
Apesar das medidas adotadas pelo Irã, o bloqueio de Ormuz pode se expandir para outras regiões estratégicas, o que teria impacto direto no abastecimento de dezenas de países.
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De acordo com informações do portal de notícias Al Jazeera, a ameaça do Irã de fechar o estreito de Bab al-Mandeb acendeu um alerta no comércio global. A região é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e qualquer interrupção pode gerar impactos imediatos no transporte de energia e mercadorias.
O movimento acontece em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, que já resulta em uma crise energética com a falta de abastecimento do petróleo, além de incertezas quanto ao agronegócio.
O estreito de Bab al-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma das principais rotas do comércio internacional. Por ali passam cargas que saem da Ásia em direção à Europa, incluindo petróleo, gás e produtos industrializados.
Em 2024, cerca de 4,1 bilhões de barris de petróleo bruto e derivados refinados passaram pelo estreito, o que equivale a aproximadamente 5% do volume global.
Além disso, caso o Estreito de Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz estejam fechados ao mesmo tempo, cerca de 25% do fornecimento global de petróleo e gás, o equivalente a um quarto do total, seriam interrompidos.

A ameaça iraniana de fechar o Estreito de Bab al-Mandeb foi feita por Ali Akbar Velayati, ex-ministro das Relações Exteriores do Irã e figura influente no governo, que afirmou que “o comando unificado da Frente de Resistência vê Bab al-Mandeb da mesma forma que vê Ormuz”.
O ex-ministro ainda ameaçou diretamente a Casa Branca sobre as medidas propostas por Donald Trump sobre a tentativa de abertura do Estreito de Ormuz.
“Se a Casa Branca ousar repetir seus erros tolos, logo perceberá que o fluxo global de energia e comércio pode ser interrompido com um único movimento.”
Com a interrupção da rota, cadeias de suprimentos seriam afetadas em escala global. Produtos vindos da Ásia, como eletrônicos, roupas e insumos industriais, poderiam sofrer atrasos e encarecimento.
Com isso, aumento nos custos de transporte e energia deve ser repassado ao consumidor final, pressionando a inflação em diversos países. Além disso, setores dependentes de logística marítima, como indústria, agricultura e varejo, seriam diretamente impactados.
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Além dos motivos citados, o fechamento de Bab al-Mandeb também deve ser um fator determinante em um possível cessar-fogo entre os países. Nos últimos dias, o presidente americano Donald Trump indicou que a guerra no Oriente Médio poderia caminhar para o fim com negociações entre os países.
Caso a movimentação do Irã de fechar um novo estreito aconteça, além de afastar as chances do fim da guerra, a ação iraniana pode desencadear respostas americanas que aumentem ainda mais as tensões entre os países e, consequentemente, a crise mundial.
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