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Xiitas e sunitas: qual é a diferença entre os dois principais grupos do islamismo?
Publicado 16/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/03/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reuters
Xiitas e sunitas: qual é a diferença entre os dois principais grupos do islamismo?
Em meio à guerra no Oriente Médio e aos bombardeios que resultaram na morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, os novos ataques começaram a ser relacionados a motivos religiosos. Apesar de se tratar de conflitos históricos entre os Estados Unidos e países do Oriente Médio e assuntos geopolíticos como petróleo e fabricação de armas nucleares, autoridades iranianas entendem que os ataques são direcionados à religião do país.
O islamismo é uma das maiores religiões do mundo e possui diferentes correntes dentro de sua tradição. As duas principais são sunitas e xiitas, que compartilham grande parte das crenças fundamentais da fé muçulmana, como a crença em Alá e nos ensinamentos do profeta Maomé.
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De acordo com informações da NBC News, a divisão entre as duas vertentes do islamismo tem origem no ano de 632 d.C., logo após a morte do profeta Maomé, quando surgiu um debate sobre quem deveria assumir a liderança da comunidade muçulmana.
Parte dos seguidores defendia que o novo líder deveria ser escolhido entre os companheiros mais próximos do profeta, considerados figuras respeitadas dentro da comunidade islâmica.
Já o outro grupo acreditava que a liderança deveria permanecer dentro da família do profeta. Esses seguidores defendiam que uma figura familiar ligada a Maomé era o sucessor legítimo.
Essa divergência acabou dando origem às duas principais correntes do islamismo: os sunitas, que aceitaram a liderança escolhida pela comunidade, e os xiitas, que defendiam a sucessão pela linhagem familiar do profeta.
Como citado anteriormente, a principal diferença entre os dois grupos está na visão sobre quem deveria ter sucedido o profeta Maomé na liderança da comunidade muçulmana.
Além disso, os sunitas têm uma estrutura religiosa menos hierárquica do que os xiitas, e cada grupo segue interpretações diferentes das leis e tradições do islamismo.
Os xiitas costumam dar grande importância a líderes religiosos, que são muitas vezes venerados pelos fiéis. Já entre os sunitas, essa prática não é comum, pois eles não atribuem esse tipo de veneração a líderes religiosos.
Os sunitas representam a maioria dos muçulmanos no mundo. Atualmente, estima-se que cerca de 85% a 90% dos muçulmanos sigam essa vertente, o que faz dessa corrente a mais predominante no mundo islâmico.
Já os xiitas representam uma parcela menor dos muçulmanos e costumam estar mais concentrados em determinadas regiões. A maior parte dos fiéis dessa vertente vive no Irã, país onde o islamismo xiita tem forte presença e influência religiosa.
Além das diferenças religiosas, essa divisão também influencia a geopolítica no Oriente Médio. Segundo o site Religion Unplugged, a Arábia Saudita, tradicional aliada dos Estados Unidos, acaba se envolvendo indiretamente em conflitos da região em razão da religião predominante no país, o islamismo sunita.
A rivalidade política se intensificou após a Revolução Islâmica de 1979 no Irã, que derrubou a monarquia apoiada pelos Estados Unidos e instaurou um governo teocrático no país. Desde então, Irã e Arábia Saudita passaram a disputar influência política e estratégica no Oriente Médio e em outras regiões.
Para a Arábia Saudita, o Irã representa diversas preocupações estratégicas. O governo iraniano é acusado de apoiar grupos armados em diferentes partes da região. Além disso, o programa nuclear do Irã é visto por países do Golfo e por Israel como uma possível ameaça à segurança regional. Este seria o principal motivo do início dos conflitos atuais.
Leia também: Rússia nega envolvimento na morte de Navalny e declara apoio ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio
Apesar das acusações de bombardeios relacionados à religião e de relatos de soldados americanos sobre a inserção de incentivos com base no mesmo propósito, como já noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o motivo principal apontado por Donald Trump e seus aliados segue com base no programa nuclear iraniano
Por parte dos americanos, a fabricação de armas de destruição em massa fortifica o país e seus aliados como alvo de um possível ataque militar. Do lado do Irã, a pressão e os ataques pelo fim da fabricação violam diretamente a liberdade de uma nação de fortificar seu armamento contra ataques inimigos.
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