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Rússia nega envolvimento na morte de Navalny e declara apoio ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio
Publicado 08/03/2026 • 11:59 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 08/03/2026 • 11:59 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Líder opositor Alexei Navalny, morto em 2024
A Rússia voltou a negar qualquer envolvimento na morte do líder opositor Alexei Navalny, morto em 2024 enquanto estava preso em uma colônia penal na Sibéria, segundo afirmou o embaixador russo no Reino Unido, Andrey Kelin.
Falando no programa Sunday Morning com Trevor Phillips, Kelin declarou que a morte de Navalny “não tem nada a ver” com o governo russo.
Durante a Conferência de Segurança de Munique, realizada no início deste ano, Reino Unido, Alemanha, Suécia e Países Baixos afirmaram que o opositor foi envenenado com uma toxina encontrada na pele de rãs-dardo equatorianas. Segundo esses países, o ato “bárbaro” — com uso de uma neurotoxina classificada como arma química — só poderia ter sido realizado pelo governo de Vladimir Putin.
Ao responder às acusações, Kelin ironizou a versão apresentada pelos países europeus: “Você acha que trouxemos essa rã da América do Sul, me diga, por favor?”. O diplomata acrescentou que haveria “seis lugares em Londres” onde uma versão sintética da toxina poderia ser comprada.
Leia também: Veneno de rã e armas biológicas: Reino Unido prepara sanções após revelação sobre morte de opositor russo
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Siga o Times | CNBCNo mesmo programa, a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou que Kelin estava errado e que a Rússia tinha tanto os “meios quanto o motivo” para matar Navalny. Segundo ela, existem “evidências claras” que apontam para o envolvimento russo, motivo pelo qual o Reino Unido e outras nações responsabilizam Moscou pela morte do opositor.
O veneno citado nas acusações é descrito como “um dos mais mortais da Terra”, sendo cerca de 200 vezes mais forte que a morfina. A substância pode provocar paralisia, dificuldades respiratórias e morte.
Durante a entrevista, Kelin também afirmou que a Rússia apoia o Irã na guerra contra os Estados Unidos e Israel. “Não somos neutros. De forma alguma neutros. Somos solidários com o Irã, é claro. E consideramos muito negativamente o que está sendo feito”, declarou o diplomata.
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