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Preocupados, CEOs se esforçam para entender o novo regime tarifário de Trump
Publicado 07/08/2025 • 06:54 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 07/08/2025 • 06:54 | Atualizado há 8 meses
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Stringer | Afp | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
Líderes empresariais estão se esforçando para entender uma nova era de complexidade tarifária.
O clima de perplexidade entre os presidentes executivos europeus na quinta-feira ocorreu quando o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou remodelar o sistema de comércio global em favor dos Estados Unidos.
O governo Trump impôs tarifas mais altas, entre 10% e 50%, a dezenas de parceiros comerciais logo após a meia-noite (horário do leste dos EUA), após meses de atrasos e prorrogações.
A partir de quinta-feira (7), a maioria das importações para os EUA passará a ter uma tarifa básica de 10%, embora se estime que a tarifa efetiva geral tenha subido para mais de 17%, segundo o think tank Yale Budget Lab. Isso representa o maior nível de tarifas desde 1935, durante a Grande Depressão.
O CEO da Zurich Seguros, Mario Greco, disse na quinta-feira que estava “confuso” com os anúncios de tarifas de Trump, segundo a Reuters. Ele teria acrescentado em uma entrevista coletiva que a ofensiva tarifária dos EUA parecia “fazer parte do jogo, para criar o caos”.
A seguradora suíça, que não espera que uma nova era de rivalidade comercial global afete seus negócios, disse que está bem posicionada nos próximos meses.
“Veja bem, o importante para os negócios é ter clareza e tomar decisões. Os negócios se adaptam e se ajustam, e estamos preparados para qualquer tipo de condição no mercado, mas clareza é muito importante”, disse Greco ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC.
Oliver Bate, CEO da gigante alemã de seguros Allianz, compartilhou a avaliação de Greco sobre a situação tarifária.
“Se você não está confuso, não sei o que confunde um ser humano. Mas você precisa enxergar além da confusão”, disse Bate à CNBC.
“Então, posso dizer que estou confuso, mas nossos clientes esperam que os protejamos. Em segundo lugar, isso não nos afeta muito diretamente. O que nos afeta, em nível contábil, é a volatilidade do câmbio e a potencial volatilidade dos mercados financeiros”, acrescentou.
Grandes parceiros comerciais, como Reino Unido, Japão e Coreia do Sul, fecharam acordos para tarifas mais baixas do que as anunciadas por Trump no início de abril. A União Europeia também firmou um acordo-quadro para reduzir as tarifas sobre a maioria dos produtos da UE para 15%.
Outros países foram mais afetados pela guerra comercial de Trump. Os EUA impuseram taxas de 50% sobre produtos do Brasil, 39% sobre os da Suíça, 35% sobre o Canadá e 25% sobre a Índia.
Carsten Knobel, CEO da fabricante alemã de bens de consumo e adesivos Henkel, descreveu o atual ambiente de mercado como “muito desafiador e incerto”.
“Isso se reflete nas tensões geopolíticas, mas também nos conflitos comerciais e tarifários — e também nas escaladas militares que vemos em muitos países”, disse Knobel à CNBC na quinta-feira.
Preocupações sobre a falta de certeza comercial foram um tema comum durante a temporada de resultados.
“Uma das coisas que, para nós, se eu olhar para a perspectiva de médio a longo prazo, é certamente uma preocupação, é a falta de certeza”, disse Vincent Clerc, CEO da gigante dinamarquesa de transporte marítimo Maersk, à CNBC.
“Uma coisa é ter que lidar com tarifas básicas ou regimes tarifários com os quais você sabe que pode contar ao tomar decisões de investimento ou estratégicas”, disse Clerc.
“O que muitos dos nossos clientes sentem é que essa incerteza está causando um atraso nos investimentos e pode ter um impacto no crescimento global e na demanda global, já que as pessoas estão esperando para ver qual é a decisão certa.”
A Maersk, amplamente considerada um barômetro do comércio global, disse que um período prolongado no qual as empresas possam se familiarizar com os acordos comerciais anunciados ajudaria os clientes a gerenciar uma nova fase da globalização.
Enquanto isso, o CEO da Siemens, Roland Busch, comemorou o fim do último prazo de tarifas, mas deixou claro que o desenvolvimento provavelmente teria um impacto limitado nos negócios.
“O ponto mais importante era, claro, ter certeza agora, o que é bom. Gostaríamos de tarifas mais baixas. Estamos tranquilos para o comércio global, mas o impacto em nossos negócios com a Siemens neste ano fiscal atual é pequeno”, disse Busch.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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